Category Miscelânia



Resonance – The Lost Score, um jogo de Plataforma brasileiro em que você destrói coisas com a sua voz


Nesse desafiante jogo de plataforma, você precisará usar o fenômeno da ressonância, fazendo sua voz atingir a nota musical dos objetos, para que o caminho seja revelado! Mas cuidado, não é a altura da voz que importa e sim a frequência certa! Wez finalmente encontrou pistas concretas do paradeiro da mística Partitura Perdida! Cabe a você ajudá-lo em sua jornada através dos vários obstáculos que estão por vir, usando sua voz e seus reflexos.

O jogo Resonance – The Lost Score é desenvolvido pela Demerara Games, localizada em Natal, no Rio Grande do Norte. Ele surgiu na Global Game Jam 2017 – na edição desse ano o tema foi “ondas” – e a equipe decidiu fazer um jogo que utilizasse ondas sonoras de alguma maneira, daí veio a ideia de criar a mecânica principal inspirada no efeito de ressonância sonora, o mesmo efeito que torna possível quebrar uma taça de cristal com a voz por exemplo.

Como o uso da voz é obrigatório, um microfone é necessário para executar o jogo e, para que a experiência seja mais confortável, os desenvolvedores recomendam o uso de um fone de ouvido com microfone. O Resonance foi lançado na loja digital itch.io e pode ser adquirido por US$ 1,99, atualmente ele também está no processo do Greenlight, para entrar na Steam.

Aproveite para dar aquela força pra cena indie brasileira e usa a sua “voz” pra espalhar essa notícia pra galera!


Nadando contra a maré – Como entregar um Jogo e seus conteúdos adicionais DLC’s com qualidade?


Confesso que não tenho o hábito de comprar jogos na época de seus lançamentos. Na maioria das vezes espero cerca de 1 ano após seu lançamento, pois, geralmente, é nesse período que os jogos ganham uma versão “Jogo do Ano” com todos os elementos adicionais (DLC’s) e, é claro, são mais barato em comparação com o preço de lançamento.

Entretanto tem jogos que me deixam empolgado e me fazem comprar a pré-venda. O último jogo que despertou essa vontade em mim foi The Witcher 3: Wild Hunt da CD Projeckt Red. O jogo é maravilhoso e ganhou vários prêmios, mas o que gostaria de destacar é a estratégia da CD Project Red utilizou para lançar o seu produto no mercado.

O modelo de negócio hoje é muito bem definido: Temos o Jogo e seus conteúdos adicionais, as famosas DLCs. Então caso o consumidor queira o “Jogo completo” ele precisa comprar o jogo base mais o “Passe de temporada” ou a sua “Edição Premium” (o nome varia de acordo com a distribuidora).

Esse modelo já gerou várias discussões sobre a questão do consumidor não comprar um produto completo e sim uma parte de um todo. Um dos exemplos mais clássicos com relação ao DLC aconteceu com o jogo Street Fighter X Tekken, lançado em 2012, pela Capcom. Para quem não recorda, o jogo possuía elementos que só eram liberados por meio de pagamentos, entretanto esses elementos já vinham com o jogo base e não em um DLCs separado.

Particularmente eu não tenho nada contra as DLCs, a questão para mim é como as empresas as colocam no mercado. Muito desses conteúdos adicionais são elementos que não acrescentam muito na história principal do jogo, em alguns casos ela apenas contam a versão dos fatos do ponto de vista de um outro personagem, isso quando esses conteúdos não se resumem a elementos estéticos, como roupas e aparências.

Em The Witcher 3: Wild Hunt esse modelo não é diferente, ou seja, temos o jogo principal e DLCs, a questão aqui é como esse produto é oferecido para o consumidor. Excluindo as DLCs estéticas a CD Projeckt Red entregou, inicialmente, ao consumidor conteúdos de qualidade gratuito aumentando assim o replay do jogo. Posteriormente foram entregues mais duas DLCs (Heart of Stone e Blood and Wine) que poderiam muito bem serem vendidos como jogos fechados, uma espécie de Spin-Off de Gerald, a empresa optou por colocar esse conteúdo como parte de um todo (Jogo base + Season Pass) e mais uma vez mostrou para o mercado que é possível entregar um produto, mesmo que em partes, com qualidade e respeitando o consumidor.

Esse tipo de atitude só cria um vínculo de fidelidade com o jogador, pois o próximo título da empresa carregará essa marca de produto com qualidade e respeito ao consumidor. Espero sinceramente que outras empresas sigam o mesmo caminho que a CD Projeckt Red e nos entregue conteúdo de qualidade e não somente conteúdos que não oferecem em nada, tanto para o consumidor quanto para o produto.

Abraços


Virei Game Designer: Conseguindo Assets 2D


Voltamos! Quando começamos projetos nem sempre temos toda equipe formada, mas acreditamos que até a hora da execução ela se completará. Se depois dessa sequência de artigos para conceituar e documentar as ideias (veja aqui) sua equipe ainda não está completa, alguma atitude deve ser tomada. Para solucionar essas necessidades recorremos aos famosos assets. Assets (de maneira simplificada) são recursos utilizados em nossos jogos, tanto na parte gráfica quanto sonora. Muitos deles conseguimos na internet, alguns gratuitos, outros pagos. Para facilitar a sua vida (e a minha) fiz uma lista de sites que encontramos assets de qualidades. Hoje focaremos nos 2D. Here we go!!!

 

Kenney
Esse banco é incrível e é um dos mais conhecidos. Possui assets 2D, 3D, Audio e UI (imagens para interface). São livres para uso pessoal e comercial.

Game Art 2D
Banco com personagens, tileset, interface e diversos.

Unlucky Studio
Muito legal, trabalhos de qualidade, porém possui menos material que os outros.

Graphic Buffet
É um dos mais antigos que conheço (não é mais atualizado), mas possui material de qualidade e muitos estão em promoção. Possui sprites de vários personagens interessantes, backgrounds, interface, obstáculos, etc.

Open Game Art
É semelhante a um fórum, logo possui muita informação e acho meio confuso. Para aqueles que gostam de garimpar, é uma oportunidade.

 

Caso tenha alguma sugestão que não esteja na lista, colabore. O objetivo é compartilharmos conhecimento, afinal não somos concorrentes. Um mesmo jogador pode apreciar diversos jogos em sua vida!

 

Até o próximo. :]


GeForce Game Ready Driver melhora experiência de VR para games compatíveis com Oculus Touch


O mais novo acessório para o Oculus Rift, o controle com sensor de movimentos Oculus Touch está disponível em alguns mercados pelo mundo e, para os jogadores que pensam em adquirir o acessório, a  NVIDIA  anuncia uma atualização do GeForce Game Ready Driver que prepara os primeiros jogos compatíveis com o produto, com destaque para dois dos títulos mais procurados no estande da NVIDIA na BGS 2016: VR Sports Challenge e The Unspoken.

Atualização automática do GeForce Experience prepara os PCs para rodar os games compatíveis com o recém-lançado acessório Oculus Touch

O The Unspoken promoveu, durante a última edição da Brasil Game Show, batalhas competitivas em VR entre os jogadores, que já testaram em primeira mão o Oculus Touch no controle das magias. Já VR Sports Challenge colocou os visitantes da feira no lugar de um importante quarterback em uma partida de futebol americano, permitindo movimentos como recepção e arremesso da bola na disputa pelas jardas. 

Além dos dois, outros games que estão otimizados nessa atualização são o game de esporte futurista Ripcoil, o shooter conceitual Superhot VR e o game de sobrevivência contra zumbis Arizona Sunshine.

Alexandre Ziebert, gerente de marketing técnico da NVIDIA na América Latina
“Na última Brasil Game Show, os brasileiros puderam experimentar antecipadamente alguns jogos preparados para o lançamento do Oculus Touch e rodando em nossa linha GeForce GTX da série 10. Isso demonstra o compromisso da NVIDIA em oferecer no país o que há de mais recente em tecnologia gráfica com a melhor performance e experiência de jogo.”

O que é o Game Ready Driver?

Exclusivo para GPUs GeForce da NVIDIA, o Game Ready é um compromisso que a NVIDIA assume com os gamers equipados com GeForce de que sempre terão drivers otimizados para os grandes lançamentos de games, no dia em que chegarem ao mercado, e assim poderão aproveitar o jogo com a máxima performance e qualidade visual, através da instalação do último driver.

O mais recente Game Ready Driver já está disponível para GPUs GeForce da série 400 ou superior e pode ser baixado diretamente através do software GeForce Experience, que é a maneira mais fácil de atualizar drivers, compartilhar suas vitórias e otimizar games.

Com o GeForce Experience instalado, o jogador é notificado automaticamente sobre novas versões de driver da NVIDIA. Com apenas um clique, ele pode atualizar o driver diretamente, sem sair do seu desktop.  Para saber mais informações e baixar o beta do GeForce Experience, clique aqui.


Gone Home: um debate acerca da homossexualidade


Olá, caros leitores. Tudo bem com vossas excelências? Espero que sim. Hoje vamos falar de um game que propõe uma discussão acerca da homossexualidade: Gone Home. Haverá SPOILERS ao longo do texto então se pretendem manter a surpresa, recomendo jogar e depois dar uma passadinha aqui.

Gone Home

Logo e tela principal do jogo. A primeira impressão é de que o jogo é de terror.

Este é um game indie e nos coloca no controle de Katie, que passou um tempo viajando pela Europa e agora está voltando pra casa nos EUA. A jogabilidade é bem simples, resumindo-se a andar nas oito direções e, interagir os objetos e arremessa-los. Mas o que falta na questão jogabilidade é compensado na parte da história.

Ela gira em torno da sua irmã mais nova, Samantha, que depois de um show com uma amiga de colégio, acabam se beijando. O jogo se passa em meados de 1990, por isso o desenvolvimento do tema é mais dramático. Neste período, assumir seu lado rosa era mais difícil. E quanto mais se aprofunda na história, mais a coisa se torna emocionante, e também nos faz pensar sobre o assunto, sendo seu ápice com Samantha descobrindo-se homossexual.

Quarto da Samantha

Cafofo da Samantha. Tem diversas revistas sobre o movimento Punk e Grunge dos anos 1990.

Assumir e aceitar esta condição (termo discutível, eu sei) não é algo fácil, mesmo na atualidade. E no game não é diferente. Sua irmã resolve levar a namorada pra casa mas os pais a rejeitam. Tudo, desde os colegas de escola fazendo bullying com as duas até a não aceitação dos pais do relacionamento, culmina na fuga de Samantha com sua namorada. Este é o fim, que explica o título do jogo e abre o debate sobre o assunto.

Particularmente não vejo problemas em casais homossexuais mas ainda existem pessoas que não os enxergam como seres humanos que são, e acabam por menosprezar suas existências. Isto é um problema não faz parte do nosso cotidiano e que, no máximo, ouvimos um vizinho ou um parente distante que passou por isso, tal como em That Dragon, Cancer. E este é o motivo pelo qual devemos repensar nossas atitudes quanto a ele. Podemos vivencia-lo a qualquer momento, sem aviso prévio.

Caso alguém queira ver como é o jogo para avaliar o produto, confira abaixo um gameplay feito pelo youtuber Zangadoo. *Spoliers* onde o mesmo terminou o jogo neste vídeo.

É isso aí. Valeu pela atenção e até a próxima!

Fonte: Site Oficial


Hype é a nova plataforma de jogos digitais da Level Up, com foco na experiência do usuário brasileiro


levelupA Level Up acaba de lançar no mercado brasileiro o Hype plataforma de venda de jogos focada na experiência do usuário. Logo de cara, o Hype oferece games de grande sucesso com descontos de até 50%, caso de Borderlands: The Pre Sequel, que está à venda por R$49,90. Grand Theft Auto V e XCOM 2 também estão com preços promocionais e custam R$64,90 (35% de desconto) e R$49,90 (9% de desconto), respectivamente, até 23 de novembro. Além disso, os usuários poderão adquirir créditos para jogos da NCSoft – como AION, Blade & Soul e GuildWars 2 – com descontos exclusivos.

Tatiana Moreira, gerente de Publicação da Level Up
“Todo trabalho do Hype é para oferecer ao jogador brasileiro o máximo em termos de comodidade e preço. Reunimos milhares de jogos em uma plataforma totalmente em português, com navegação simples, textos explicativos e inúmeras vantagens para os jogadores. Esse é apenas o começo. Os usuários podem esperar muito mais dessa iniciativa que veio para ficar.”

untitled-1O Hype vai além de uma revendedora de chaves de acesso a games digitais e oferece aos jogadores suporte, interface intuitiva, diferentes formas de pagamento e diversas ferramentas desenvolvidas para proporcionar a melhor experiência ao usuário brasileiro. Já no lançamento, são mais de 2.000 títulos à disposição dos jogadores e novos títulos serão adicionados frequentemente.

Com menus e linguagem simples, a plataforma permite encontrar facilmente os melhores títulos e preços, além de adquirir créditos para os games online publicados pela própria Level Up.

O Hype vem sendo desenvolvido há mais de um ano e durante todo o tempo tem recebido o feedback da comunidade gamer.  A plataforma também é uma nova oportunidade de negócio para publishers e estúdios independentes, que podem usá-la para promover suas marcas e comercializar seus jogos.

Esquenta Black Friday

Até 23 de novembro, a Level Up oferecerá uma série de descontos em jogos à venda no Hype. As ofertas serão reveladas na própria plataforma. Para mais informações sobre o Hype, acesse http://hype.games/


Animal Crossing: New Leaf – Welcome amiibo. Um novo update para um game de 3 anos atrás


Animal Crossing: New Leaf foi lançado para Nintendo 3DS em meados de 2013. Nele o jogador assume o papel de prefeito de uma cidade habitada por diferentes animais. Com diversas atividades o gamer pode decidir seu objetivo livremente dentre vários disponíveis, como expandir e mobiliar sua casa, construir projetos na cidade, completar a coleção de peixes, fósseis, insetos ou obras de arte, dentre muito mais. O game se passa em tempo real e tem eventos especiais para feriados como Halloween, Natal e até Carnaval. É uma experiência que dura o ano inteiro.

Agora, três anos depois, a Nintendo lançou um update que adiciona compatibilidade com os amiibo, dentre outras funções. Será que foi uma boa jogada investir em um game antigo?

As novidades do update

  • wispWisp. É um fantasminha que vive em uma lâmpada mágica. Você o encontra depois de algum tempo de jogo após fazer o update (no dia seguinte para mim). Ele não pode ficar muito tempo fora da lâmpada na sua forma espectral, então é nesse momento que você deve tocar um amiibo de Animal Crossing para que Wisp assuma aquela forma. Com isso ele pode realizar um desejo seu por dia, que dependerá do amiibo utilizado.Análise: Uma opção interessante visto que os amiibos de Animal Crossing não são muito caros no Brasil, porém se você usa um Nintendo 3DS/3DS XL normal e ainda não possui um Nintendo NFC Reader/Writer a lâmpada de Wisp é completamente inútil, servindo apenas como enfeite.

 

  • Campground. Harvey é um simpático cãozinho hippie que cuida do acampamento da cidade, onde você pode comprar itens da lojinha dele ou dos trailers que aparecem diariamente por lá. Apenas um trailer aparece por dia com algum personagem especial que normalmente você encontra em eventos. Um segundo trailer pode ser adicionado utilizando amiibos ou amiibo cards.Análise: O acampamento não depende de amiibos para adicionar novidades, então é uma boa opção. Entretanto, é com os cards o seu potencial se destaca, pois assim você pode convidar moradores à sua cidade. Dessa forma é possível ter uma cidade apenas com os personagens que você mais gosta, basta ir convidando-os através dos amiibo cards.

 

  • Town initiatives. São pequenas missões diárias e semanais, como pescar um tipo específico de peixe ou doar uma peça de arte ao museu. Cada missão cumprida lhe garante MEOW Coupons, que são a única moeda aceita na lojinha do Harvey ou ao encomendar itens dos trailers.Análise: Apesar de simples, é uma forma de adicionar algo novo para quem já estava cansado do game. Para novos jogadores será mais uma de muitas opções de diversão no jogo.

 

  • meow-coupons-animal-crossing-new-leaf-marketing-gamesNintendo Wii U & Nintendo 3D/3DS XL. Com os MEOW Coupons será possível comprar os dois consoles atuais da Nintendo dentro do game. Cada um deles adiciona um minigame ao jogo. O Wii U trás Desert Island Escape, nele os personagens tem 7 dias pra construir uma jangada e fugir da ilha. O 3DS/3DSXL trás Animal Crossing Puzzle League, um clássico game de pecinhas coloridas que devem ser alinhadas. Ambos possuem funções especiais se você utilizar um amiibo.Análise: Uma das funções mais interessantes do update, nos faz desejar que adicionem os outros consoles da Nintendo, cada um com um minigame diferente.

 

  • Secret Storage & Happy Home Designer. O jogador agora tem direito a mais uma expansão na casa. Infelizmente não se trata de nenhum quarto extra ou coisa parecida, mas sim um depósito especial que pode ser acessado de qualquer lugar na residência utilizando a tela de toque. Ele adiciona muito espaço para guardar seus itens, da mesma forma que o armário tradicional. Além disso, agora também é possível organizar os itens no cômodo utilizando a tela de toque da mesma forma que se faz no Animal Crossing Happy Home Designer. Falando nesse game, você pode conectar com um save dele para ter acesso a 20 itens gigantes exclusivos.Análise: Ambas são funções que acrescentam muito à experiência de jogo. Quem gosta de ter muitas roupas diferentes para ocasiões variadas, itens festivos, itens especiais ou só é um acumulador mesmo, agora tem muito espaço pra guardar tudo que quiser. Decorar utilizando a tela de toque é um grande salto e acelera todo o processo. Agora fica muito mais fácil de reorganizar sua casa.

 

  • amiibo Camera. A última função é simplesmente uma câmera de realidade aumentada na qual é possível tirar fotos no mundo real com os seus personagens, os moradores da cidade e quaisquer amiibo que você toque.Análise: Divertido e simples, é uma ótima opção para quem adora fotos.

Análise final

Welcome amiibo é um divertido update que vai agradar muito os jogadores que compraram o jogo recentemente, mas não chama muito a atenção de quem já tem o game há alguns anos.

tumblr_ocwspawtyp1rhro58o3_540Adiciona funções que vão nos trazer de volta às nossas cidades, como os minigames no Wii U e 3DS/3DS XL e as Town Initiatives, mas não são o suficiente para reacender aquela jogatina viciante de quando o game é novidade. Para aqueles que quiserem reiniciar, o update adiciona ainda uma última função que lhe paga um determinado valor pela sua cidade, dependendo do seu prestígio, permitindo que você recomece com um bom dinheiro no bolso.

Para quem já tem New Nintendo 3DS/3DS XL é um bom motivo para adicionar uns amiibos e amiibo cards à coleção. Para quem só possui os consoles normais é recomendável ponderar se vale mesmo à pena investir em um Nintendo NFC Reader/Writer. Isso vai depender dos games compatíveis com amiibo que você já tem/pretende comprar e do quanto você gosta de colecionar amiibos de Animal Crossing.

Para novos jogadores Animal Crossing: New Leaf será uma experiência ainda melhor. Para os antigos é a chance de recomeçar ou apenas brincar descompromissadamente algumas vezes por dia. O estranho update para um game antigo tem tudo pra dar certo, principalmente sendo totalmente grátis.

E vocês? Já testaram o update? Que outros jogos antigos gostariam de ver recebendo conteúdo novo? Participem nos comentários!


Terror e vida real: uma junção que nos brinda com jogos excelentes


Olá, caros leitores. Tudo bem com vossas excelências? Espero que sim. Hoje vamos conversar sobre jogos de terror e suas inspirações da vida real. Para celebrar o Halloween, nada melhor que um tema nos moldes do dia das bruxas.

That Dragon Cancer

Trágico como uma doença pode afetar uma família. Será que a criança tinha noção sobre o que lhe acontecia? Morreu sem ter ciência disto?

Não é de hoje que a arte imita a vida, ainda mais se tratando de games e filmes. Desde jogos de corrida inspirados em corridas reais, como a “Les Mans” e a “Formula 1”, até jogos feitos para mostrar situações deveras difíceis de transpor, como “That Dragon, Cancer”, todos tendem a mostrar, à sua maneira, como funciona o mundo real. Ainda que não seja possível reproduzir com exatidão cada detalhe da vida, a imitação tenta, ao máximo, dar essa sensação de realismo.

Centralia

E isso não é diferente em jogos de terror. Alguns são baseados em ocorrências reais, e até mesmo em localidades reais. Há de se citar como exemplo a famosa Silent Hill. Nos jogos tem sempre aquela névoa cobrindo a cidade e o mundo dos demônios, que domina a cidade em certos momentos, com seu cenário industrial e gótico. Esta atmosfera foi baseada na história de Centralia, do estado da Pennsylvania, lá na terra da liberdade. Esta cidade sofreu um acidente nas suas minas de carvão que provocou um incêndio duradouro. Seus efeitos perduram até os dias de hoje e seu visual se assemelha com a cidade Konamística. Não é o tipo de cidade que dá para visitar devido ao alto risco de desabar o chão e dos gases que saem das fendas abertas serem tóxicos.

headerHá também o jogo Kholat, que tenta explicar o incidente do Passo Dyatlov. Nele, 09 estudantes russos foram acampar e desapareceram. Seus corpos foram achados com sérios traumas físicos. O que intriga nessa história é: a quem pertence as pegadas gigantes na neve encontradas próximas dos corpos e como 09 estudantes são espancados sem levar ao menos um agressor pro chão. Aqui tem um documentário sobre o ocorrido que vale a pena ver.

Claro que, nessa história de arte imita a vida, vem também a ideia de que os criadores de arte “criam” histórias fictícias, com cara de reais, para catapultar as vendas das suas artes. Este parece ser o caso de Fatal Frame, onde diziam ser inspirado na mansão Himuro e seus rituais no mínimo estranhos, mas não foi encontrado nada factível que encorpasse este boato.

Com tudo isso dito, joguemos estes com temas de terror com mais carinho, pois ele pode ser baseado em algo real. E isso torna a experiência mais dinâmica, seja no sentido de conhecimento histórico ou no sentido de prevenção e cuidado ao sair por aí na natureza.

É isso aí! Valeu pela atenção e até a próxima!

Fontes: Site sobre Centralia, Publicação no Arkade sobre Silent Hill, Publicação no Arkade sobre Mansão Himuro


Nintendo Switch chega para unir o mundo portátil e dos consoles em um aparelho Híbrido surpreendente


14671207_1148438781907240_9153791263657670960_nE o mistério finalmente acabou, a Nintendo enfim anunciou o seu mais novo console o Nintendo Switch, muitos dos elementos especulados foram confirmados mas o principal é o fato do aparelho ser um híbrido entre console e portátil, reafirmando mais uma vez que a Nintendo vai continuar seguindo em direção oposta aos seus principais concorrentes.

Esta claro que a Nintendo está traçando seu próprio caminho, mas será que esse é o melhor destino a seguir? 

Vamos partir do ponto de que a Nintendo vem de um desastre que foi o WiiU, muita gente pode discordar mas o console não vingou, porém trouxe uma nova forma de interagir com os jogos. Em contraponto a Nintendo é um sucesso absoluto quando o assunto são os seus portáteis, diversos concorrentes surgiram ao longo dos anos, desde a era Game Boy até o 3Ds, mas a Nintendo sempre seguiu imbatível.

20-nintendo-switchDito isso, fica meio que óbvio que seria uma excelente ideia se pudesse haver uma maneira de unir o melhor dos 2 mundos. E foi exatamente isso que a Big N fez, aproveitou a jogabilidade do WiiU e vai se utilizar de toda sua expertise com portáteis para tornar o novo Nintendo Switch algo como um novo 3Ds. 

Fica claro perceber que mais funcionalidades que deram certo no 3Ds foram aplicadas no novo Switch, a Entrada para Cartões de Jogos, multiplayer local, apesar de não ter sido demonstrado, dificilmente não será touch screen e se os pequenos remotes (denominados de Joy-Con) que se acoplam ao console tiverem sensores de movimento, teremos o melhor do Wii de volta.

Parece ser uma jogada de mestre, mas com a Nintendo tudo parece ser 8 ou 80. Sabemos que o WiiU está praticamente morto, mas e quanto ao 3Ds? Acredito que a Nintendo vai unificar seus esforços em um único aparelho e a linha 3Ds também deve chegar ao fim, mas isso só o tempo vai confirmar… 

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Uma amostra das Third-Parties que já são parceiras do Nintendo Switch

Em seu anúncio ficou claro que a Nintendo quer mostrar que esta trazendo as Third-Parties de volta e para tornar a biblioteca do novo Switch tão forte quanto a do 3Ds. Com certeza a chegada de novas franquias aos console Nintendo são um resgate as origens e o que faltava para essa receita se tornar um sucesso de público e crítica.

Parece ser um futuro promissor e quem sabe veremos a era de ouro do SNES de volta, ainda por cima o console vai chegar junto com toda a expectativa sobre o novo Zelda Breath of the Wild. 

Quem busca por um console de mesa o Nintendo Switch será um opção, se você já tem um console ele pode coexistir com seu PC, XONE ou PS4, por ter uma proposta diferente e para quem busca por portátil com certeza sempre foi a melhor alternativa, portanto de uma forma ou de outra você vai acabar, cedo ou tarde, querendo botar as suas mãos nessa belezinha.


Fenômeno de vendas “Yo-Kai Watch” evidencia o Folclore Japonês, mas será que vai conquistar o ocidente?


Yo-kai Watch é uma série de jogos da Level-5 para Nintendo 3DS que foi originalmente lançada em julho de 2013 no Japão, mas seu primeiro game só chegou às Américas em novembro de 2015. Os jogos contam a história de Nate, um garoto que, enquanto caçava por insetos, encontra uma estranha máquina gashapon (aquelas clássicas de chiclete e miniaturas) em uma clareira na floresta. Ao colocar uma moeda e girar a alavanca ele libera Whisper, um dos Yo-kai, que lhe dá o aparelho Yo-kai Watch, capaz de detectar e interagir com esses monstrinhos.

Com um grande ar de clone de Pokémon, Yo-kai Watch pode fazer os gamers mais conservadores torcerem o nariz. Entretanto o jogo se tornou uma verdadeira febre no Japão, com milhões de cópias vendidas de todas suas versões, ótimas críticas e o grande sucesso comercial dos demais produtos da franquia, como brinquedos, mangás e anime. Para se ter uma noção, o mais recente Yo-kai Watch 3 vendeu 632,000 cópias na semana do seu lançamento (combinando as duas versões).

Já no ocidente a coisa não ta sendo bem assim, mas antes de falarmos disso vamos conhecer um pouco mais da série.

O que são os Yo-kai?

kyosai_yokai_imageNa cultura japonesa Yokai (ou Youkai) são seres sobrenaturais de diversas formas (humanas, animais ou ambos misturados) e habilidades, basicamente o termo se refere a qualquer monstro ou criatura sobrenatural. No game eles são espíritos cujas energias podem influenciar positivamente ou negativamente as pessoas ao redor. Com a ajuda de Whisper e Jibanyan, o mascote da série, Nate tem a missão de encontrar Yo-kais que estão afetando negativamente a vida das pessoas e derrotá-los, podendo em seguida se tornar amigos de alguns e assim compor um time no melhor estilo Pokémon.

A comparação com a franquia dos monstrinhos de bolso é inevitável, mas os Yo-kai são bem diferentes. Eles não são visíveis aos humanos, pois são criaturas espirituais e não seres vivos da natureza como os Pokémon. Suas aparências são das mais diversas, com muitos se assemelhando a humanos e existe até mesmo um com cara de bumbum (sim, é sério, leia até o final para conhecê-lo).

Os jogos

O gameplay é simples. Seguindo a história o jogador vai explorar os cenários em busca dos Yo-kai, para ajudar as pessoas que estão sendo afetadas por eles, combatendo-os e recrutando-os. Assim descobre mais sobre os monstrinhos e sobre o misterioso relógio que vai sendo revelado ao longo dos games.

O estilo de luta é diferenciado, com um tipo de disco que o jogador pode girar livremente para alterar os 3 Yo-kais em combate e habilidades especiais que precisam de rápidos mini-games na tela de toque. O gamer nunca vai ficar parado durante os combates, é tudo muito dinâmico e pode causar certa estranheza de início, mas é uma questão de costume.

packshot-yokai-watch_2xYo-kai Watch possui três games na série principal até agora, sendo que a partir do segundo eles passaram a ser lançados com duas versões cada, igual a Pokémon (olha a comparação aí de novo). São eles:

  • Yo-kai Watch (2013 Japão/ 2015 USA);
  • Yo-kai Watch 2: Ganso & Honke (Japão 2014) Bony Spirits & Fleshy Souls (2016 USA);
  • Yo-kai Watch 3: Sushi & Tempura (Japão 2016) Ainda sem versões no ocidente.

Além da série principal também há diversos aplicativos para celular e alguns spin-offs, como uma versão exclusiva de Just Dance (Yo-kai Watch Dance: Just Dance Special Version).

O sucesso

Como já dito antes, a franquia é uma verdadeira febre no Japão, entretanto ela não tem a mesma força na América, tendo vendido apenas 400.000 cópias do primeiro game em aproximadamente 6 meses. O CEO da Level-5, Akihiro Hino, afirmou na época que o anime está indo bem no ocidente e que tal número de vendas americanas para uma série fortemente baseada em elementos japoneses é muito bom. Ainda não há um número de vendas das versões americanas de Yo-kai Watch 2, que foram lançadas agora em setembro.

yokaiVale notar a afirmação de Hino sobre o forte embasamento em elementos japoneses. Esse era um dos grandes problemas de Pokémon no começo. Os mais velhos irão se lembrar de como a série foi se adaptando tanto nos games como no anime para se tornar mais global. Houve uma drástica diminuição dos elementos culturais exclusivamente nipônicos (Kimonos eram muito mais comuns em Pokémon no fim da década de 90 e início dos anos 2000, por exemplo).

Isso é um desafio muito difícil, pra não dizer impossível, em Yo-kai Watch, pois as criaturas do game são nada mais do que puro folclore japonês. É muito complicado para um americano entender todas as referências à lendas e mitos orientais presentes no jogo. Por outro lado essa é uma ótima porta de entrada para conhecê-los. Se no oriente Yo-kai Watch atrai por seu vasto conteúdo folclórico familiar aos japoneses, no ocidente ele deverá atrair aqueles que tem curiosidade ou interesse nesses mitos. Entretanto esse é um público bem pequeno, composto apenas por quem se identifica com Japão e suas lendas.

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Cheeksqueek – O monstrinho com cara de bumbum

O público infantil sempre foi o foco principal e pro sucesso americano da série não deve ser diferente. Crianças são mais dispostas a conhecer novas culturas, pois ainda não estão completamente enraizadas naquela em que nasceram. A mente aberta delas lhes permite absorver com maior facilidade o conteúdo de Yo-kai Watch e da mesma forma que os treinadores mais velhos não estranharam danças de gueixas em Pokémon na sua época, as crianças de hoje devem lidar normalmente com monstrinhos com cara de bumbum.

Através do anime está a chave pro sucesso ocidental de Yo-kai Watch, da mesma forma que ocorreu com Pokémon. É só a Level-5 saber explorar esse nicho.

E você? Já jogou Yo-kai Watch? O que achou? Nos conte nos comentários.

Fontes:
www.wikipedia.org
www.wikipedia.org
www.playstationlifestyle.net
www.destructoid.com