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Evento “GBiz” apresenta o segmento, peculiaridades e perspectivas para o mercado de games e eSports


A Egg & Bacon agência de marketing e comunicação focada em ligar as marcas ao mundo gamer e aos eSports, com o apoio das especialistas em direito desportivo Tarsila Machado Alves e Daniela Vendramini, anuncia o Games Business 2017, o GBiz, evento pioneiro focado em negócios voltado ao mercado de jogos e esportes eletrônicos (eSports) do Brasil, que tem a proposta de apresentar como a modalidade se consolidou em todo o mundo, quais as peculiaridades e perspectivas do mercado brasileiro, os aspectos comportamentais dos gamers e como as marcas podem evoluir junto com esse cenário.

Realizado no dia 22 de junho, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS), o evento contará com palestras de profissionais especializados nas mais diversas áreas da indústria de games, que compartilharão seu conhecimento do setor com grandes marcas endêmicas ou não ao segmento, além de fazer a ponte entre organizações interessadas em entrar nesse ramo de negócio.

Danilo Salgueiro - Egg & BaconDanilo Salgueiro, CEO da Egg & Bacon
“Idealizamos o GBiz pois há uma demanda reprimida para esse conteúdo no setor, uma vez que o eSport é um negócio que vem crescendo exponencialmente e de forma desordenada. Segundo dados da Newzoo, o faturamento global da indústria de games é de mais de US$ 108 bilhões. O eSport sozinho apresentará em 2017 um faturamento de cerca de US$ 1 bilhão, quantia alcançada dois anos antes do esperado pelas projeções. Entretanto, esses valores não são amplamente divulgados, com muitas empresas ainda desconhecendo o poder do ecossistema de games. Nosso objetivo é disseminar o conhecimento das companhias atuantes no segmento para que novas organizações invistam no mercado, fortalecendo o cenário.”

Ainda de acordo com a consultoria, além do faturamento, a audiência de conteúdos ligados a games ultrapassam os índices de inscritos em serviços de transmissão de conteúdo (séries de TV, filmes, documentários etc.) e música on-demand. Em 2016, o YouTube teve 517 milhões de espectadores em seus vídeos relacionados ao tema; já a Twitch alcançou 185 milhões de visualizações dos vídeos da plataforma, na frente de HBO (134 milhões de inscritos), Spotify (100 milhões), Netflix (93 milhões), entre outros.

Dentre os palestrantes confirmados no GBiz estão reconhecidos nomes do mercado como Leo de Biase, Managing Director da ESL Brasil, José Rogerio Luiz, sócio da ITU Partners, Tarsila Machado Alves e Daniela Vendramini, sócias do Machado Alves Advogados e especializadas em direito desportivo e do eSport, e Ariane Melo, psicóloga esportiva atuando no segmento de eSports desde 2015.

O GBiz tem expectativa de receber um público de cerca de 150 pessoas das áreas de marketing de grandes empresas, agências de publicidade e marketing, além de empresas inseridas no ecossistema de games. Os ingressos para o evento podem ser adquiridos pelo site do Eventick.

GBiz – Game Business 2017
Data: 22 de junho de 2017
Local: MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo) – Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo
Horário: das 14h às 20h
Ingressos: www.eventick.com.br/gbiz


Uma visão ingênua para o Mercado de Games… Tornando a brincadeira em um produto de qualidade!


Desde a época da faculdade eu sempre escutei a frase: “Eu prefiro ganhar menos e trabalhar com o que gosto a ganhar mais e trabalhar em algo que não curto.“. Na prática é possível trabalhar com o que se gosta e não, necessariamente, ganhar pouco, mas o problema é quando o amor por aquilo que se gosta é maior do que a razão e não perceber como o mercado de games funciona.

É natural que quando se é jovem (e inexperiente) a pessoa ou um grupo de pessoas, ache que consegue viver apenas de sua paixão em criar jogos, que basta apenas chamar os amigos que tem o mesmo interesse em comum e começarem a produzir algo. Não há como negar que ter iniciativa (ou pró-atividade) é uma das principais características para se obter sucesso, seja na vida pessoal ou profissional, entretanto, também, se faz necessário ter cautela e não deixar que o desejo de trabalhar com o que se gosta acabe se tornando uma verdadeira dor de cabeça.

Uma das forma de começar a realizar o sonho de criar uma empresa de jogo é obtendo o famoso Capital Inicial. Esse capital pode ser adquirido de várias maneiras e uma delas pode ser feita por meio dos famosos editais.

O problema com editais, no meu entendimento, é que muitos jovens visam apenas o capital oferecido e não, necessariamente, como transformar aquele capital em um negócio sustentável.

Editais devem ser analisados com muita atenção, pois a falta de atenção aos termos do mesmo pode ser fatal para o grupo em questão. Pode ocorrer do edital exigir o retorno do valor no futuro; é possível também que a entidade fomentadora fique com boa parte do retorno da comercialização do projeto realizado; ou mesmo em casos de editais onde não há necessidade do retorno da verba ou mesmo do investimento, é possível que a falta de um planejamento leve a um fracasso do projeto, ou ainda pior: um projeto bom, mas sem um plano efetivo de divulgação neste competitivo mercado.

Como mencionei antes, devido a inexperiência e a não análise dos termos podem resultar o sonho em uma dor de cabeça, uma vez que os jovens, geralmente, executam suas ações sem o acompanhamento ou conselho de uma pessoa mais experiente. Tendo esse cenário montado, os jovens empreendedores podem perceber, um pouco tarde que trabalhar com o que se gosta exige esforço e dedicação como qualquer outra coisa. E se antes tudo era uma diversão com os amigos, hoje, é necessário ter as contas em dia, procurar patrocinadores, parceiros, cumprir prazos etc.

Minha questão não é demonizar os editais, mas sim alertar aos jovens profissionais que não basta achar que o edital será o suficiente para a sua empresa e principalmente que é necessário ler e entender cada cláusula do mesmo. Procurar ajuda de quem tem mais experiências com esse tipo de coisas, para não perceber, depois que tudo foi iniciado que o tal edital não era o mais adequado para a sua realidade.

Dito tudo isso se faz necessário que os jovens empreendedores, por mais que queiram trabalhar com o que gostam, precisam antes de mais nada ter uma visão de negócio, de como transformar o seu jogo em um produto de qualidade e não apenas uma brincadeira.

Abraços


5 Dicas importantes para montar a sua própria StartUp de Games


Hoje o nosso papo será sobre um assunto que tenho lidado a alguns anos e por ser um tema bastante indicado, resolvi fazer este post com dicas relevantes de como montar uma StartUp de Games no cenário nacional.

O mercado de jogos digitais no Brasil movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano. Dados da consultoria especializada GFK apontam que o país já fatura mais que  países europeus como Alemanha, Espanha, Reino Unido entre outros. O potencial tem feito muitos brasileiros apostarem no setor de desenvolvimento de jogos digitais.

Porém, ressalto que, o mercado de games não é um mercado para aventureiros. O empreendedor que queira ter sucesso neste setor precisa se estruturar muito e ter um time capacitado. Existe uma razão para isso: trata se de o mercado é altamente competitivo; e um jogo, independentemente da complexidade ou beleza gráfica, já nasce com uma pequena chance de ser um sucesso.  Temos países com indústrias consolidadas, como Canadá, Estados Unidos,  e Coréia do Sul. E disputar com esse pessoal é uma tarefa árdua.

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Porém, o empreendedor brasileiro tem chance Sim! Mas para tentar o sucesso, o empreendedor deverá seguir algumas dicas importantes, para obter investimentos e ai desenvolver o seu jogo. Baseado em parte de minhas experiências apresento lhes algumas dicas abaixo:

1. Estude o mercado: Amigo leitor e futuro empreendedor, antes de começar a desenvolver o seu jogo, estude o mercado no qual poderá se encaixar. Às vezes, o tema do game está “fora de moda” ou já há tantos títulos disponíveis que inviabiliza mais um game do mesmo estilo… Faça um estudo antes!

2. Tenha um time multidisciplinar: Os investidores anjo, antes de apostarem dinheiro numa startup de games, analisaram a sua equipe. Se sua equipe tiver apenas um designer e um programador, a chance do investimento dar certo é quase nula! Explico: É essencial que o empreendedor de games, antes de solicitar dinheiro no mercado, monte uma equipe com pessoas que entendam de outras áreas como de marketing, publicidade, roteiro e, principalmente, de negócios. Somente Design e Dev não vai lhe adiantar nada, vai por mim!


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3. Sejam maduros: Para conseguir apoio para abrir a sua startup de games, o empreendedor deverá mostrar toda a experiência que já possui, como exemplo mostre e apresente o projeto daquele jogo anterior, as suas conquistas como empreendedor (ou como funcionário de uma empresa que você tenha trabalhado e participado de algum projeto. Até os fracassos colecionados  de outros projetos contam como experiência. Os investidores e apoiadores analisam isso tudo!

4. Conheça os seus concorrentes: Empreender e montar uma startup de games ou de qualquer outra área de atuação exige o dever de você conhecer o setor e, principalmente, concorrentes. E existem só há uma maneira de fazer isso: participando de eventos. Nestes locais, a concorrência mostra a sua experiência, o que fazem, etc… As informações são úteis para você criar uma estratégia, um plano de negócios e, principalmente, não se desgrudar da realidade do mercado!

5. Procure ajuda e parceria: A Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) é uma ótima referência em apoio e orientação aos empreendedores. A Game Developers SC também é uma apoiadora de novas Startups com o seu projeto Game Developers Community.
Estamos a disposição para oferecer contatos no exterior e explicar boas práticas para conseguir investimentos e levar o seu jogo ao público.

Boa sorte nos seus projetos e até breve!


O Marketing & Games está em busca por novos colaboradores! Venha fazer parte de nossa equipe!


logo-Site-marketing-gamesO Marketing & Games acaba de completar 4 anos (Uhul :D) e iremos abrir algumas vagas para que você possa fazer parte do nosso grupo de colaboradores! A busca por novos colaboradores primeiramente servirá para trazer novos ares ao nosso site e também para que possamos continuar trazendo conteúdos relevantes em um volume ainda maior  para nossos leitores.

Obviamente o ponto principal é ter interesse em escrever artigos para o site, assuntos associados aos Games e o mercado desde o desenvolvimento de jogos, promoção/comunicação, precificação, distribuição entre muitos outros temas do mercado de jogos.

Quanto ao perfil, alguns atributos que são essenciais:

  • Os candidatos não precisam ter experiência como escritores, mas devem produzir textos coerentes, com concordância e o mínimo de erros possível;
  • Ter um pouco de conhecimento profissional na área de games ou marketing é um diferencial, porque nosso objetivo é compartilhar conhecimentos de maneira despojada porém profissional;
  • É ideal que o colaborador consiga escrever ao menos 2 artigos por mês;
  • O candidato selecionado não será um funcionário do Marketing & Games, mas sim um colaborador não monetizado;
  • Cópias idênticas ou aproximadas de textos de outros sites não serão aceitas, traduções poderão ser realizadas desde que o autor acrescente a sua opinião quanto ao conteúdo.

E o que oferecemos:

  • Chance de aprimorar suas técnicas de escrita, através de feedback dos editores;
  • A oportunidade de poder compartilhar as suas ideias em um dos sites de maior relevância quando o assunto é o Mercado de Games no Brasil;
  • Acesso de imprensa para a cobertura de eventos, de acordo com o comprometimento do colaborador.

Para participar da seleção é simples:

  • Crie um texto de sua autoria, sobre uma das categorias que mencionamos acima;
  • Acrescente uma pequena biografia para que possamos conhecê-lo melhor;
  • Envie as informações acima para o endereço de e-mail contato@marketingegames.com.br
  • O selecionado será informado por e-mail e terá um login próprio ao nosso site. 

Caso tenham dúvidas, deixem nos comentários aqui pelo site, no Facebook ou no nosso e-mail de contato.

Go Gamers!


10 Regras para se ter sucesso no Mercado de Games


Nesta matéria você vai conferir as 10 regras para se ter sucesso no mercado de games, porém são infinitas as discussões sobre as dificuldades em se conquistar uma boa audiência e retorno financeiro no mercado de games. O tom é sempre meio paradoxal já que pesquisas no mundo inteiro apontam que o mercado de games é um dos mais atrativos em termos de crescimento do número de consumidores e oportunidades de negócio. Os maiores desafios para a indústria de games atual, seja para o mercado “indie” como para o mercado “AAA”, são os mesmos: visibilidade e monetização.

10-regras-mercado-destaque-marketing-gamesO desafio em relação à visibilidade refere-se à dificuldade de se promover um novo jogo já que os canais de promoção e distribuição estão cada vez mais abarrotados de jogos concorrentes. Ou seja, além da dificuldade de conseguir listar seu jogo dentro de alguma categoria do Steam, da AppStore ou do GooglePlay, é difícil ser encontrado ou ter destaque lá dentro, dentre milhares de jogos parecidos disputando a atenção e interesse das mesmas pessoas.

Já o desafio da monetização refere-se à dificuldade de fazer com que as pessoas, além de instalarem ou acessarem seu jogo, paguem por ele ou por partes dele. Aqui vale a pena também mencionar a dificuldade em se gerar dinheiro com publicidade, já que ganhar dinheiro com ela significa, no mínimo, que seu jogo é muito acessado e gera impressões de anúncios suficientes, normalmente na casa dos milhões de impressões.

“E como solucionar esses dois problemas? Simples! Basta entender e dominar todas as demais disciplinas de desenvolvimento e gestão de negócios em games! Brincadeiras à parte, a resposta é essa mesma, infelizmente.”

As 10 Regras são: 
Para conseguir que seu jogo tenha visibilidade, é preciso:

10-regras-mercado-visibilidade-marketing-games1) Entender seu mercado-alvo, através de pesquisas. Quem são os jogadores, onde moram, o que fazem, do que gostam, do que não gostam…

2) Saber quais canais de marketing utilizar para cada público-alvo e como “conversar” com eles.

3) Apresentar um jogo inovador, divertido e viciante, através de um site bem elaborado, páginas de descrição claras com muitas imagens e de preferência vídeos também.

4) Entender de uma vez por todas que pagar ou investir em anúncio pagos não é coisa de capitalistas-ambiciosos-que-querem-tomar-seu-dinheiro. É comprovado por A mais B que campanhas pagas do tipo links patrocinados e campanhas de mídia de performance, quando bem aplicadas, geram sim muito retorno, já que para cada R$1,00 bem investido, é possível gerar R$ 2,00 (ou mais) em faturamento.

5) Saber usar inteligentemente (e não fazer spam) as mídias sócias e a presença online.

Para conseguir uma boa monetização, é necessário:

6) De novo, entender seu mercado-alvo: que meio de pagamento utilizam mais, quanto costumam gastar por mês com jogos, que tipos de jogos os fazem gastar algum dinheiro e quais os tipos que só jogam se forem gratuitos…

10-regras-mercado-monetização-marketing-games7) Saber identificar e negociar com as empresas de meios de pagamento mais adequados para seu jogo e entender o racional do fluxo financeiro até a grana cair no seu bolso. Se você acha que se seu jogo está sendo vendido por R$10,00 e sendo assim, terá R$ 10,00 no bolso, após a venda de uma cópia, você não sabe nada… Inocente!

8) Saber integrar as páginas de pagamento no contexto do seu jogo, para que o processo de compra seja parte da experiência do jogador.

9) Saber como fazer previsão de metas financeiras e utilizar promoções de modo e frequência adequados, para dar um boost de vendas quando necessário.

10) Ter canais de comunicação especial para atendimento ao jogador, para que ele se sinta sempre mais confortável com o jogo, sua empresa e com os momentos de compra.

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Acreditem, essas 10 regras (na verdade poderíamos listar umas trocentas mais) são o grande desafio para todos os desenvolvedores e publishers do Brasil e do mundo. E caso você tenha notado, para que elas sejam bem executadas é necessário conhecimento em diversas outras áreas como Marketing, Psicologia, Planejamento e Controle Financeiro, Métricas Publicidade Online, Práticas de Atendimento ao Consumidor. O conhecimento profundo de todas essas disciplinas e como utiliza-las no planejamento e execução de sua estratégia são a solução para esses 2 probleminhas mencionados no começo do post.

Um último paradoxo: apesar da definição de “jogo” incluir a existência de regras, no mundo dos negócios em games, não há regras. O que hoje entendemos de regras são na verdade “boas práticas”, técnicas que mais funcionaram de uma maneira geral. E para que você tenha destaque no mercado, você não precisa necessariamente seguir o que os outros estão fazendo, apenas deve entender as implicações de se fazer de uma maneira ou de outra, justamente para que você encontre as maneiras diferentes e mais eficientes de trabalhar seu jogo. Defina suas regras você mesmo e bom jogo.


O mundo vai gastar US$ 91.5 Bilhões no Mercado de Games em 2015


Em 2014, as 25 maiores empresas de capital aberto do setor de games lucraram mais de 50 milhões de dólares, de acordo com uma pesquisa da Newzoo. Isso representa um crescimento por volta de 10% comparado com o ano anterior e vem de praticamente todos os setores que compôem o mercado de games. Esse é o indicativo de que a indústria está saudável, se expandindo em diferentes direções – e detalhe: nenhum setor cresce tão rápido quanto o mobile.

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O mercado de games global deve saltar de US$83.6 Bilhões para US$91.5 Bilhões em 2015, e nesse ritmo as receitas chegarão a US$ 107 Bilhões em 2017. Estimativas recentes também mostram que a China, com um crescimento previsto de +23% este ano, pode superar os Estados Unidos e se tornar o maior mercado de jogos do mundo em 2015, um ano mais cedo do que o previsto em pesquisas anteriores.

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Fonte: www.newzoo.com
www.escolabrasileiradegames.com.br


“Mercado de games no Brasil” é tema de palestra gratuita no iai?


mercado-de-games-palestra-marketing-gamesO Brasil é o 4° maior mercado de games do mundo, segundo o Ibope, e vem crescendo significativamente na busca por profissionais especializados em programação para jogos. Para falar um pouco mais sobre essas oportunidades, o iai? (Instituto de Arte Interativas), centro de treinamento e produtora referência em mobile, promove no próximo dia 18 de novembro, às 19h30 em São Paulo (SP) a “Mercado de games no Brasil”, palestra gratuita que pode ser assistida presencialmente ou on-line.

Durante a palestra, serão abordados alguns tópicos como problemas no desenvolvimento, games de sucesso, equipe de games, tecnologias utilizadas (como o Unity), games 2D, 3D e estrutura dos cursos voltados a quem quer se especializar na área. O público-alvo são desenvolvedores e profissionais e estudantes de TI.

Para ministrar a palestra, o iai? convidou o especialista em Tecnologia da Informação, André Toyama. Formado em Ciência da Computação pela USP, Toyama possui mais de nove anos de experiência em desenvolvimento de games atuando como Desenvolvedor, Líder Técnico e Gerente de Projetos. Participou de forma ativa na criação de vários games como PSP/PS3, Nintendo DS, Mobile (iOS/Android) e PC/Web. Atualmente possui uma empresa que presta consultoria, desenvolvimento de games e aplicativos e treinamento.

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Lucas Longo – Fundador e CEO do iai?
“O mercado de games é um dos que mais tem crescido no mundo todo. E isso se deve principalmente ao fato de termos cada vez mais opções interativas para os usuários, como o 3D e o 2D. Aqui no Brasil, quem se especializar nesse segmento pode conseguir excelentes oportunidades profissionais”.

Para quem se interessar e quiser se especializar na área, o iai? acaba de lançar o “Games Academy”, uma grade que abrange três diferentes cursos voltados a games: Games 2D, Games 3D e Modelagem 3D. Todos podem ser feitos presencialmente ou à distância, com aulas transmitidas em tempo real. Mais informações no site: http://www.iai.art.br/.

Serviço:
Palestra gratuita “Games Academy”: O mercado de Games no Brasil
Data: 18 de novembro de 2014
Horário: 19h30
Local: iai?
Endereço: Rua Amauri, 352, Itaim Bibi, 01448-000, São Paulo (SP).
Tel: (11) 3071-4017
Site: www.iai.art.br
Inscrições: clique aqui


Como o mercado nacional de games anda crescendo?


Quem acompanha o mercado de games no Brasil, percebe claramente que ele cresceu. Essa visão parte não só dos jogadores, mas também pode ser notado nas empresas que crescem e se desenvolvem em território nacional e das gigantes internacionais que reconhecem nosso mercado como lucrativo nos dando cada vez mais atenção. Embora ainda não haja nenhum bom órgão ou instituto que seja capaz de mensurar precisamente os dados desse crescimento, inúmeras pesquisas são capazes de nos passar uma amostra de todo o potencial nacional no mercado de games.  Existem, por outro lado, institutos dedicados a medir a venda de títulos físicos no Brasil, como o GFK, o problema é que  as compras atualmente são, em uma maioria esmagadora, de títulos digitais e por isso temos uma visão imprecisa do mercado como um todo e de seu crescimento.

E quando falamos do mercado mobile, a mensuração desses dados fica ainda mais “perdida” entre as informações disponibilizadas próprias empresas e a visão do mercado mundial e internacional como um todo que reflete os hábitos e comportamento de um usuário diferente do Brasileiro. A Juniper Research, estima que o valor do mercado mundial de jogos para tablets deverá crescer rapidamente nos próximos anos e que talvez possa triplicar até 2019. Acredita-se que em cinco anos os jogos para tablets serão responsáveis por um volume de negócios na ordem dos 13,3 mil milhões de dólares, face aos 3,6 mil milhões previstos para este ano. Estima-se que, no total, o valor do mercado de jogos desenvolvidos para dispositivos móveis se situe em 2014 em 20,9 mil milhões de dólares. Mas… e no Brasil?

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Rafael Martins

Para Rafael Martins, diretor de desenvolvimento e líder de projetos mobile na Hive Digital Media o cenário é promissor:

“O cenário nacional vem crescendo consideravelmente. Temos mais eventos acontecendo no País, mais universidades aderindo ao curso de jogos digitais, mais pessoas interessadas em trabalhar com entretenimento e acima de tudo, o acesso a diversas ferramentas, que antes eram apenas de acesso a empresas maiores, facilitando a entrada no mercado. No entanto, do ponto de vista de investimento e pesquisa, estamos bem atrás de muitos países como os Estados Unidos, Canadá e Europa no geral. Em muitos desses países existem planos de investimento do governo nas empresas, universidades e até em projetos pessoais, o que faz com o mercado produza mais, busque mais recursos e se inove mais rapidamente.”

mercado-nacional-de-games-M&G-02Uma pesquisa do instituto Superdata aponta que o mercado de jogos mobile e online no Brasil  deve movimentar US$ 1,5 bilhão em 2014 e alcançar US$ 1,6 bilhão em 2017. O Superdata afirma que o  Brasil responde hoje por 34% das vendas de jogos online e mobile na America Latina. Martins acredita no futuro do mobile e defende o crescimento da plataforma:

“As pessoas tendem a gastar ainda mais horas usando seus celulares, tanto para fins profissionais quanto para entretenimento e os jogos principalmente tendem a ganhar funcionalidades que existem nos jogos de console ou PC. Podemos pegar a China como exemplo que tem uma prospecção de mais de 2 bilhões de horas semanais em jogos mobile. O mercado mobile é o que mais cresce há alguns anos e vem se tornando uma das principais plataformas de entretenimento para os usuários. Por esse ponto, é uma satisfação poder atuar em uma área tão dinâmica, em que criamos conteúdo para um dispositivo com tela pequena, pensamos em novas formas de usabilidade e adaptamos a informação para que o usuário se sinta no computador pessoal ou televisão. Dentre as dificuldades, acredito que a fragmentação de plataformas dificulta muito o processo de produção, uma vez que não encontramos com facilidade mão de obra mais qualificada e também precisamos nos atualizar diariamente. Sempre há um novo dispositivo, uma nova ferramenta de desenvolvimento e isso deve continuar por muito tempo.

mercado-nacional-de-games-M&G-03Rafael trabalha atualmente em diversos projetos envolvendo jogos multi-plataforma (mobile/portáteis), ele cita o GameHero, produzido para Intel, o GPS Skol e o recém lançado Soundspot. Embora os Advergames enfrentem alguma rejeição do público hardcore, esse mercado apresenta-se em crescimento por impactar os jogadores por muito mais tempo que outras mídias e por estar a frente também em interação e lembrança de marca, a empresa para qual Rafael trabalha conta inclusive com diversos cases de sucesso no ramo e se tornou uma verdadeira especialista em criar experiências incríveis entre as marcas e seus consumidores. GameHero ilustra a história do jogador que foi sugado para o universo dos games, cada etapa da aventura retrata uma época distinta da história dos jogos, começando nos 8 bits até terminar nos dias de hoje. Já aplicativos como o GPS Skol, que indica onde encontrar cerveja mais próxima e mais barata, tem profunda aceitação do público alvo da marca e mostram como o mercado de apps mobile pode ser bem trabalhado quando a empresa tem como foco a usabilidade dos aplicativos. Embora em constante evolução, os profissionais da área ainda enfrentam preconceito:

 “Escuto sempre de muita gente que converso e não conhece a área: “Mas você faz joguinho, joga o dia inteiro!”. Sempre levo na esportiva, mas deixo claro o quão desafiador e complexo é. Hoje em dia, muitos jogos são produzidos com a mesma complexidade de outros produtos da computação, como por exemplo, sistemas operacionais. É uma atividade multidisciplinar, onde lidamos com pessoas de diferentes áreas ao mesmo tempo (programadores, game designers, artistas, gerentes de projeto, testers, e por aí vai). Posso dizer que é com muito prazer que lido com os desafios desse tipo de produção, uma vez que participar de algo que pode estar em milhões de dispositivos é mais do que motivador.

Embora otimista e promissor o mercado de jogos no Brasil ainda enfrenta grandes dificuldades, entre elas os impostos, poucos produtos e serviços são tão impactados pela carga tributária  quanto os consoles e os jogos eletrônicos – 72,18% do valor dos consoles no Brasil correspondem a taxas, como ICMS (Imposto sobre Mercadorias e Serviços), Pis (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e em caso de produtos importados, também IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Isso sem mencionar as inúmeras dificuldades que as desenvolvedoras nacionais enfrentam diariamente, custos de produção, ferramentas indispensáveis, a busca por profissionais especializados e a aceitação do jogador “de casa”, que ainda dá preferencia por produções internacionais e valoriza pouco o produto Brasileiro.

É preciso apoiar o que “é nosso”, valorizar as empresas nacionais dando suporte as produções feitas aqui. O mercado cresce porém depende de nós alavancar pouco a pouco e contribuir para que as produções nacionais sejam cada vez mais aceitas. Deixo aqui, com este post, a minha singela contribuição. Que tal você também fazer a sua? 😉

Fontes: KOtaku TecMundo  UOL Jogos e Olhar Digital