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Infância: época excelente para aprendizados e diversão, catalisados por games


Olá, caros leitores. Tudo bem com vossas excelências? Espero que sim. Hoje vamos conversar sobre infância e nostalgia, coisas recorrentes nos dias atuais, e como isto tem se ligado aos games.

Ultimamente temos visto várias páginas no Facebook e textos na Internet referentes à nostalgia de infância em variadas épocas. Desde os suspiros comprados no bar do Tonho na esquina mais movimentada do bairro até o chat via MSN (que veio a se tornar Windows Messenger próximo do fim de sua vida útil), cada item desses traz aos adultos de hoje a sensação de alegria e felicidade inocente do período infantil de suas vidas. Contudo, ao emergir os primeiros videogames no Brasil, estes viraram, também, objeto de refúgio para lembranças de uma época já há muito passada.

Claro que toda essa popularização se deve aos consoles que chegavam aqui “caídos do caminhão”, referenciando Chris em Todo Mundo Odeia o Chris. Mas é apenas um detalhe que não aprofundaremos neste texto. Somado ao fato de que revistas sobre games começaram a aparecer de forma elevada, não demorou muito para que estes caíssem no gosto da molecada. Quem não queria ganhar um Super Nintendo ou um Mega Drive em meados dos anos 1990? Lógico que haviam diversas reações aos presentes recebidos, tal como este famoso garoto:

Se observarmos bem, cada geração tem seu período e objetos de nostalgia próprios. É só compararem as duas épocas citadas anteriormente para visualizarem melhor o que estou falando. Mas com games ficou melhor de observar os contos dos nossos avôs, mesmo que contados por produtores e roteiristas sem correlação sanguínea conosco, além de podermos interagir no cenário fictício enquanto acompanhamos o desenrolar da história.

Com toda a problemática levantada, só podemos ter certeza de uma coisa: crianças se divertem muito com pouco. No caso, com pouca qualidade gráfica. Os videogames só catalisaram a reação de diversão com sua chegada. Com certeza darei um console para meus filhos, assim que os tiver.

É isso aí. Valeu pela atenção e até a próxima!

Fontes: Psychology Of Games, The Guardian


Um apelo a nostalgia! Seria essa a pior geração dos Games?


full_remasted_02Não é de hoje que, conversando com amigos sobre games eu levanto a questão: “Se essa é a pior geração?”. Meu questionamento é simples: Há mais jogos remasterizados do que IP novas. Lembro que no começo foi anunciado remasterizações de jogos lançados no final da geração anterior como God Of War III, The Last of Us e GTA V. Posteriormente foi anunciado a remasterização de clássicos da Lucas Arts como Grim Fandando, Day of the Tentacle e Full Throtte. No caso de Full Throtte não há notícias desde o final de 2015.

Passado mais de 2 anos de lançamento, a mais nova notícia sobre jogos para essa geração continua sendo sobre jogos antigos remasterizados. Durante a San Diego Comic Con (SDCC) a Marvel anunciou, que a bola da vez é, o relançamento dos jogos Marvel Ultimate Alliance 1 e 2. Não tem como não vincular esse anúncio com o bom momento que A Casa das Ideias está tendo com o seu MCU (Marvel Cinematic Universe).

capa_muaParticularmente isso não me incomoda muito, afinal é como o mercado se comporta e toda empresa tem um único objetivo: agradar seus clientes Lucrar.  Como disse: Eu entendo e aceito a nostalgia, mas o que me chamou atenção desta vez foi o preço anunciado: Jogo individual custará $39,99 e o pacote com os dois jogos $59.99. Esses valores são os mesmos para novos lançamentos e convenhamos, Marvel Ultimate Alliance 1 e 2 nem são tão recentes, pelo contrário, eles foram lançados ainda para PS2.

Ainda não acredito que a indústria de jogos esteja sofrendo o mesmo que Hollywood, ou seja, uma falta de criatividade e como resultado só encontramos refilmagens e reboots de algumas franquias nos cinemas.

Minha conclusão sobre tudo isso é que como o mercado de games, hoje, está bem mais competitivo, em relação as outras gerações, e adicione, também, o fato de que fazer um lançamento de um jogo “Triple A” é necessário desembolsar uma quantia para o Marketing tão grande ou até mesmo maior que o valor gasto com a produção do jogo (vide o caso de Destiny), então as empresas apelam para a nostalgia relançando jogos que não exigam muitas despesas.

Talvez a estratégia por trás dessas remasterizações não seja trazer novos jogadores para conhecer um antigo produto, mas sim deixar esse trabalho para os nostálgicos. Vai saber.


Filme “Kung Fury” traz a nostalgia dos anos 80, com pitada gamer totalmente nonsense.


Após 2 anos da criação de sua campanha no Kickstarter, “Kung Fury”, finalmente foi lançado e pode ser assistido gratuitamente no youtube, separamos abaixo aos nossos leitores a versão do filme com legendas em português:

Como citamos no título da matéria o filme de aproximadamente 30 minutos traz a nostalgia dos anos 80, com pitada Gamer totalmente nonsense. Vale a pena conferir!


Atari Desenvolve Aplicativo Fitness para Amantes de Games


Atari Fit chega com o pé na porta e tem a ousadíssima proposta de acabar com os dias sentado no sofá com o controle na mão. (Um absurdo, eu diria). O aplicativo para smartphones e tablets tem por objetivo ajudar o usuário a fazer exercícios físicos sem perder o ânimo.

O serviço oferece recursos para estabelecer metas objetivas de perda de peso e dá recompensas a quem conseguir atingi-las. Para desbloquear jogos clássicos da marca, por exemplo, é preciso completar exercícios de corrida ou levantamento de peso, na verdade são 150 séries de exercícios disponíveis – tendo atividades para todos os gostos. Cada atividade realizada com louvor rende moedas. Ao atingir uma meta, um jogo clássico da marca é liberado para uso como Pong, Super Breakout e Centipede.

Para não malhar sozinho, é possível conectar o app ao Facebook e montar um time com os amigos. Todas as opções do Atari Fit giram em torno de estimular o usuário a se mexer e criar o hábito da rotina da prática de atividade. O app oferece um modo de exercícios pré-programados e também permite a montagem da série manualmente.

O Atari Fit está disponível para Android e IOs

Achei a proposta do aplicativo bem interessante, mas a pergunta é – será que pega entre gamers? Responde aí com a sua opinião!


Toads, dos jogos Mario, não são cogumelos


Red_Blue_ToadPedimos desculpas por estragar a infância de todos, mas Toad não é um cogumelo, não é menino e também não é menina! Agora que sabemos o que eles não são, vamos aos fatos – Toads de Mario World escolhem as suas próprias características de gênero, de acordo com o produtor do jogo “Captain Toad”. 

Em uma entrevista ao site GameSpot para discutir as próximas plataformas puzzle “Capitão Toad: Treasure Tracker”, que será lançado para Wii U, em 2015, o produtor Koichi Hayashida ofereceu alguma iluminação na diferenciação entre Toads machos e fêmeas. Ou não. 

“Esta é talvez uma história estranha, mas nunca entrou no nosso caminho essa questão de decidir sobre o sexo dos personagens, mesmo que eles tenham em suas aparências um pouco de gênero. Mas eu acho que o que eu posso dizer é que Toadette e Toad não são irmãos – talvez fosse mais correto dizer que eles são amigos de aventura. E isso é certamente verdade aqui [no Captain Toad].”

Portanto, se um Toad – um ser assexuado com características cogumelísticas – come um dos cogumelos mais populares e versáteis do Mario World para se tornar maior ou ganhar uma vida extra … é canibalismo? Enquanto Toads podem parecer cogumelos, não está claro o quão intimamente relacionado com cogumelos eles estão. Hayashida esclareceu que Toads não são cogumelos em tudo.

“Este enigma particular pode ficar sem solução. Esse é um dos grandes mistérios do universo Mario.”

Toads são então uma raça sem gênero que podem assumir características de gênero e que embora se pareçam muito com um cogumelo na verdade são.. UM MISTÉRIO! Ele também esclareceu que Toad e Toadette não estão romanticamente envolvidos… como se a esta altura a informação ajudasse em alguma coisa! 

Falamos sobre Toads e mais assuntos que foram destaque na semana passada no SavePoint:

Fonte: GameSpot e Garotas Geeks


Jogue mais de 900 títulos de arcade direto no seu navegador


O site The Internet Archive disponibilizou mais de 900 títulos de jogos de fliperama ou jogos de “arcade” para você jogar diretamente de seu navegador.

Em dezembro do ano passado, o Internet Archive (em seu esforço para fazer backup de todo o mundo digital, um bit de cada vez) lançou um “Console Living Room” que oferece emuladores de navegador para um número considerável de consoles do 70 e 80. ERecentemente, eles introduziram uma nova categoria: The Arcade Internet com 900+ jogos de arcade clássicos. Tudo isso é uma parte do projeto JSMESS, um esforço para emular o maio número possível de sistemas … em Javascript, em todas as línguas. Como eles dizem, eles querem fazer “história e experiências de computador” como incorporável como “filmes, documentos e áudio”.

Você pode encontrar um bug ou dois, alguns estão faltando som, mas vai ficar melhor com o tempo – Jason Scott, um dos desenvolvedores do JSMESS, disse, em um post que: “Os jogos são bons o suficiente. Mais do que o suficiente. No navegador correto, em uma máquina rápida, quase parece perfeito. Os debates habituais sobre o “realismo” da emulação entram em jogo, mas funciona”.

Para começar a jogar logo, basta clicar aqui.

Fonte: Techcrunch


Nostalgia – A Era 16 Bits do Playstation


A década de 90 foi marcada pela disputa de consoles 16 Bits, mas em dezembro de 1994, quando o Playstation chegou ao mercado, a geração 16 Bits ficou para trás e uma nova era de tecnologia e games estava para começar.

Na época, o Mega Drive dominava o mercado de 16 Bits, especialmente o mercado norte-americano. A Nintendo demorou para lançar nos EUA o seu Super Nintendo, e quando foi lançado, não causou grande impacto nas vendas do Mega Drive (coisa que mudaria com o lançamento de Street Fighter 2). E é, no surgimento do Super Nintendo que o embrião do PlayStation foi criado, sua origem remonta a 1988, quando a Nintendo planejava uma expansão de CD-ROM para o Super Nintendo. A Sony, que já havia desenvolvido o chip de som do SNES, foi escolhida para desenvolver a expansão. Durante o projeto as duas empresas entraram em desacordo. A Sony queria uma porcentagem das vendas do aparelho (renomeado para Play Station) e dos jogos, mas a Nintendo não aceitou. Em seguida, a Nintendo anunciaria uma nova parceria com a Philips, desfazendo o contrato com a Sony. O “Play Station X” já se encontrava em avançado estágio de desenvolvimento e não foi difícil para o engenheiro chefe da Sony, Ken Kutaragi, convencê-la a terminar o projeto e lançá-lo no mercado como um videogame independente. Assim, ele foi lançado no final de 1994, no Japão, totalmente remodelado e sem nenhum laço com a Nintendo. O console ainda recebeu massivo apoio da EA e sua linha esportiva EA Sports. A Sony também introduziu um acessório para o PlayStation que se tornou muito popular: o memory card. Este cartão de memória permitia salvar dados dos jogos e continuar o jogo no mesmo ponto em que se parou. Esta tecnologia já existia em alguns jogos de consoles mais antigos, mas dependia de um chip de memória dentro do cartucho. Jogadores da era 8 e 16 Bits certamente sentiram uma grande diferença neste quesito, que acabou facilitando um pouco mais a vida de jogador de games.

Vários jogos contribuíram para o sucesso do console, como Clock Tower, Resident Evil, Parasite Eve, Silent Hill, Gex, Rayman, Crash Bandicoot, Spyro the Dragon, Megaman X4, Tomb Raider, Medal of Honor, Dino Crisis, Tekken, Gran Turismo, Twisted Metal, Final Fantasy, Winning Eleven, Syphon Filter entre outros.O PlayStation popularizou um acessório que, embora já existente em outros consoles (NEO-GEO, por exemplo), não havia ganhado vida plena: o Memory card. O cartão de memória permitia salvar dados dos jogos e o progresso do usuário no jogo para continuar do ponto em que parou. Mesmo com a chegada de concorrentes mais poderosos como Nintendo 64, Sega Saturn e o Dreamcast, o PlayStation continuava sendo o console mais vendido e com uma extensa biblioteca de jogos de grande sucesso. Em meados de 2000, o PlayStation foi redesenhado, ficando menor e com curvas arredondadas. Esse modelo recebeu o nome de PSOne, mas essa é história para um outro post…

Relembre os grandes sucessos do console:

1 – Resident Evil 2 – Capcom 1998

2 – Tomb Raider II – Core Design / Eidos Interactive 1997

3 – Metal Gear Solid – Konami 1998

4 – Final Fantasy VII – Square 1997

5 – Need For Speed III: Hot Pursuit – Eletronics Arts 1998

6 – Silent Hill – Konami 1999

7 -Syphon Filter – Eidetic / 989 Studios 1999

8 – Castlevania: Symphony of the Night – Konami 1997

9 – Wild Arms – Media. Vision / Sony 1996

10 – Megaman X4 – Capcom 1997

11 – Gran Turismo 2 – Polyphony Digital 1999

12 – Paradise Eve – Square 1998

13 – Medal Of Honor – Eletronics Arts 1999

14 – Dino Crisis 2 – Capcom 2000

15 – Crash Team Racing – Naughty Dog 1999

Fontes GameHall Pequeno Guru Wikipedia Arena IG


Os bons e velhos tempos de locadora!


Convidamos você caro leitor, a voltar para os dias mais dourados de nossas infâncias, quando as nossas únicas preocupações eram tirar uma nota boa para não ir para a recuperação, pedir para o pai ou a mãe comprar uma fita (cartucho para o pessoal que gosta de ser correto) de um jogo que viu numa Ação Games, Videogame, SuperGame ou GamePower da vida, ficar ansioso pelo natal, aniversário e dia das crianças, esperando aquela surpresa e rezando para que não seja mais uma cueca ou uma camisa que você não vai gostar, estamos aqui para tentar relembrar das locadoras de videogame!

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Antes da Internet… conhecíamos tudo aqui nestas ótima revistas!

Sim, estes templos abençoados, ou não, onde você se encontrava com os seus amigos para bater um papo, ficar do lado que pagou duas horas e perguntar se podia jogar com ele, de ver aquele jogo novo que todo mundo estava falando, de pedir para o tio trocar o controle porque aquele estava todo molenga, ou de ficar ouvindo lorota de locadora – que não eram poucas.

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Muitos títulos para escolher!

Em grande parte, foi por conta das locadoras, que muitos aqui puderam jogar, pela primeira vez, no NES (ou nos seus clones, Phantom System, Bit System, Dynavision III, Top Game VG 9000, entre tantos outros), no Master System e no Atari. Quando chegou a Era 16 bits, foi uma explosão cerebral com o Super Nintendo, o Mega Drive e, por fim, para quem tinha sorte, até mesmo um Neo Geo com o controle que tinha de ser colocado no COLO para poder manuseá-lo!

Algum tempo depois vieram o 3DO, o PlayStation, o Sega Saturno e o Nintendo 64 e foi mais uma nova explosão de cabeças por conta dos gráficos 3D que encheram os olhos de muitos gamers naquela época e estão aí até hoje.

Quem aqui não treinou por horas a fio na locadora para se tornar o melhor jogador de um certo título? De que foi desafiado por muitos amiguinhos, ou inimigos, nesta mesma locadora e, um dia, você perdeu e disse que a culpa foi do controle?

E o aluguel de fitas? Quem estudava de tarde, ia sexta-feira bem cedo para ficar na porta da locadora para pegar aquele jogo antes de qualquer outra pessoa! Ou quando se estudava de manhã, ia depois do meio-dia para tentar alugar uma fita, mas todas as que você queria foram embora, ô tristeza. Muitos alugavam três fitas só para entregar na segunda? E as outras promoções? Alugue quatro jogos, só entregue quarta e assim vai?

Quando chegava os feriados prolongados, aí sim era a festa absoluta. Alugava na sexta de carnaval e só ia entregar na quinta-feira depois da quarta de cinzas? CINCO DIAS enlouquecendo de tanto jogar e era só a sua folia de carnaval.

Nas locadoras, bons tempos que se pagava por 10 minutos, 15 minutos, 30 minutos e pedia para o tio ou para a tia fazer fiado. As vezes chorava um pouquinho e convencia em jogar mais alguns minutos.

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É assim que se joga cara…

Mas eu sei também que muitos aqui já “trabalharam” em locadoras e a sua moeda de pagamento? Jogar ou levar de graça os títulos ali disponíveis.

Pois é, as locadoras de videogame nos deram bons momentos, de alegria, tristeza, divertimento, raivas e muito mais. Para quem esteve presente naquela época, guardará para sempre as boas lembranças de pagar por uma hora, sentar na frente da TV e jogar o bom e velho videogame numa TV de Tubo.

E você caro leitor qual seria a sua principal lembrança dos tempos de locadora?


Nostalgia, uma nova fonte de Renda…


Desde o final da Sexta Geração – que consiste do Dreamcast, da SEGA; PS2, da Sony; GameCube, da Nintendo e o XBoX, da Microsoft – vemos um considerável aumento da nostalgia que cerca o mundo gamer. A Sexta Geração foi marcada pelo lançamento de várias franquias famosas, como Halo, God of War e outros, mas, no entanto, as velhas franquias das gerações anteriores sempre se mostraram presentes.

Uma nova fonte de renda para o mercado gamer começou a despontar aí. Cada vez mais víamos as marcas já consagradas por anos e anos de uso aparecerem nos consoles daquela geração. Virtua Fighter? Já estava na sua terceira edição. Final Fantasy seguia firme e forte para a sua 12ª edição e Mario já tinha um quão sem números de jogos em sua enorme bagagem no mundo dos jogos.

Muitas destas franquias que continuaram na Sexta Geração também foram lançadas para a Sétima Geração (XBoX 360, PS3, Wii, PSP, Nintendo DS) de uma forma impressionante. Houve um passo muito pequeno na criação de franquias novas, mas, em contrapartida, franquias com anos de existência continuavam – e continuam – a render bons louros para as desenvolvedoras. Claro que para quem é fã, quanto mais jogo melhor, mas a forma que percebe-se isso é que há, na verdade, uma estagnação criativa em várias desenvolvedoras, temerosas em investir em algo que seja novo.

A Sexta Geração aqui.

A Sexta Geração aqui.

Seja na PSN, na Live ou na Nintendo Network, na Sétima Geração, ou na atual, a Oitava (One, PS4, Wii U, PSVita, 3DS) vemos a cada dia que passa um quão sem número de jogos antigos das gerações anteriores (Terceira, Quarta e Quinta Geração) ganharem cada vez mais nestas Redes Sociais e vendas das suas respectivas empresas. Algumas vezes os jogos antigos sequer recebem um tratamento adequado para rodar em televisões de alta resolução e som Quadriplex UltraSound Mega Explosion e acabamos por ter uma certa imagem distorcida de um jogo que tanto amamos.

E é nisso que consiste a nostalgia. De acordo com o Dicionário Houaiss, esta palavra significa “saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado”, e, por conta disso, que muitas empresas se prendem a marcas que foram inventadas a muito tempo, pois misturando a nostalgia de um público que foi fissurado em seus jogos nos anos de 1980 e 1990, as empresas estão com a faca e a manteiga na mão, enquanto que nós, meros jogadores, consumidores em potencial, estão com o pão implorando por mais daquela manteiga.

Nada contra isso, claro, toda e qualquer empresa quer ter lucro, mas, muitas vezes, podemos ver a maneira de como as empresas – seja de qualquer ramo – partem para cima nesta tentativa de terem lucros. Muitas vezes os jogos que tanto amamos e apreciamos sofrem um remake e um reboot e os mesmos não ficam a par do passado, outras, como dito acima, são lançados inúmeros títulos até esgotar o produto – Guitar Hero, Tomb Raider e Crash são alguns exemplos a serem citados – e, depois, são jogados no fundo do baú para o esquecimento quase completo.

Um dos poucos reboots que realmente funcionaram.

Um dos poucos reboots que realmente funcionaram.

A forma da manipulação sobre a massa usando-se um sentimento que é inerente de todo ser humano – a saudade, a falta, o anseio de voltar-se para aquele momento querido – pode render muito para as empresas, mas, por outro lado, se esta manipulação não for bem trabalhada, o efeito poderá ser completamente o oposto, ao invés do amor sobre a coisa tão querida, um ódio surgirá e, por conseguinte, o desgosto completo sobre aquela marca será o mote para todo o sempre.

Fico na esperança que a Nintendo, a Square, a Capcom, a Konami, a SEGA e tantas outras empresas revejam os seus conceitos de relançamentos constantes e que criem coisas novas e inovadoras, mas sem esquecer do passado – e sem usá-lo exageradamente, pois não creio que a nossa nostalgia deveria ser um produto puro e simples, mas deveria ser tratado com respeito e reverência.


Remake de games, uma nostalgia que dá negócio!


Relembrar o passado é da natureza do ser humano, contar histórias de fatos que já ocorreram é a forma que encontramos de reviver alguns sentimentos que presenciamos e que não queremos esquecer.

E já que gostamos tanto da Nostalgia, porque não utilizá-la como como uma ferramenta para reviver produtos que foram um sucesso, afim de vender ainda mais e estender sua vida útil?

mickey1Esta é a real premissa de um “Remake” que nada mais é do que o ato de se refazer uma história já conhecida do público, afinal ter familiaridade com um produto é um dos principais fatores que potencializam as vendas.

Quando se realiza um “Remake” de um jogo antigo, não se trata apenas de uma ação para alegrar fãs incondicionais, mas sobre tudo é uma nova oportunidade dos desenvolvedores continuar a obter lucro sobre seus principais clássicos. Afinal a chance de se fracassar com algum título que já foi um sucesso é relativamente menor do que iniciar uma nova franquia

Além de obter mais lucro, a fidelização de clientes entra em pauta, pois quando um “Remake” é lançado a percepção do jogador é a de que poucas coisas foram alteradas, algumas mecânicas, novos personagens, itens talvez… mas o que realmente importa é relembrar aquela sensação de um momento bom que você passou com o jogo original em sua infância.

Pokémon_-_FireRed_&_LeafGreen

Fica claro então que o lançamento de um “Remake” é uma decisão de negócios altamente calculada, onde as empresas sabem exatamente que determinados títulos venderão por si só com base na familiaridade e memórias que franquia estabeleceu com os jogadores. 

Já que essas escolhas não dependem unica e exclusivamente de nós fãs, só nos resta continuar na torcida e vibrar quando nosso game preferido for o escolhido para reviver carinhosamente as nossas memória adormecidas.