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Virei Game Designer: O Desafio Da Organização


Voltando a sequência de artigos sobre minha experiência como Game Designer (confira o último aqui) hoje trago um item que impacta em todos os demais processos durante um projeto. A função do GD é evitar que isso aconteça e para isso é necessário organização. Organização nada mais é que forma como se dispõe um sistema para atingir os resultados pretendidos (Fonte). Devemos ter em mente que essa forma deve ir além da sua compreensão. Não adianta organizar um trabalho sendo que amanhã se você não estiver; todos ficarão perdidos. Trabalhamos em equipe e TODOS devem ser capazes de localizar informações sobre o projeto, tarefas a serem realizados, prazos, etcs.

Realizando uma procura rápida é possível encontrar diversos softwares/serviços que facilitam esse processo, no entanto, trarei os que me adaptei com maior facilidade.

Google Drive

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Google Drive é um serviço online que permite o armazenamento de arquivos na nuvem do Google. Com ele, é possível fazer o upload e acessar seus arquivos, incluindo vídeos, livros, fotos, arquivos do Google Docs e PDFs. (Fonte)

Antes mesmo de iniciar um projeto devemos ter um local seguro para armazenar o que produzimos. Qualquer informação é útil, por mais que naquele momento ou nos próximos dias não pareça. Recentemente precisei de definições de uma reunião de dois meses atrás e encontrei tudo registrado na ATA.  A ata é gerada em toda reunião (online ou não) e registra as ideias de cada um, principais pontos e discussões.

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O Discord é um servidor para chat por voz e texto no qual você pode reunir os seus amigos e conversar durante uma jogatina. (Fonte)

Assemelha-se a um Team Speak ou Skype, mas é possível criar chats para diferentes conteúdos deixando as conversas mais organizadas. É leve e estável, conheci recentemente e uso apenas para trabalho.

Trello

cxo-items-trello2O Trello é um sistema de quadro virtual para gerenciamento de tarefas que segue o método “Kanban”, muito usado no desenvolvimento com Scrum. Ele permita a criação de diversos quadros, nos quais podemos criar quantas colunas quisermos. Dentro de cada coluna é possível adicionar um ou mais “cards” (que são as tarefas propriamente ditas), contendo o conteúdo que o usuário desejar. (Fonte)

Para quem gosta de praticidade o Trello é excelente. Muito fácil de usar, personalizável, cria checklists, avisa prazos por e-mail, entre outras funções. Utilizo desde a universidade e nunca me deixou na mão.

Para gerenciamento de nosso projeto utilizamos uma metodologia específica, mas deixarei para um próximo momento pois requer maiores explicações. Quanto ao GDD (Game Design Document) existem várias versões, inclusive algumas bem interessante que discutirei posteriormente. Mas e vocês, como organizam seus projetos de jogos? Gostam de algum software em específico? Vamos compartilhar.

Cya! :]


Conheça a “Lumberyard” a poderosa engine para games 3D gratuita da Amazon


Olá pessoal, este post sobre desenvolvimento de Games traz informações sobre a Lumberyard, poderosa engine para Games 3D e Realidade Virtual.

a4A engine Amazon Lumberyard é um mecanismo que oferece uma combinação de tecnologia de desenvolvimento com recursos avançados, integração nativa à Nuvem AWS para facilitar a criação de jogos em tempo real e multijogador, além da integração nativa de recursos do Twitch que ajudam você a conectar jogos à maior plataforma social de vídeo e comunidade do mundo para jogadores.

Com esta engine você pode criar os seus games com agilidade e investir mais tempo criando uma jogabilidade conceituada e promovendo comunidades de fãs, em vez de executar tarefas pesadas e genéricas como a criação de um mecanismo de jogos e o gerenciamento da infraestrutura dos servidores.

Crie jogos da mais alta qualidade

a3Com o Amazon Lumberyard você também pode criar jogos avançados e envolventes com o mais alto nível de qualidade por meio do seu conjunto de ferramentas abrangente e comprovado, além de obter um desempenho de runtime que foi drasticamente otimizado durante vários anos. Com o Lumberyard, você obtém um editor com recursos completos, desempenho de código nativo, visuais deslumbrantes e centenas de outros recursos, como redes com ótima execução, editores de personagens e animação, editor de partículas, física Cloth, editor de IU, ferramentas de áudio, efeitos climáticos, algoritmo de flocking, manuseio de percepção, enquadramentos de câmera, busca de caminhos (pathfinding) e mais. Você também obtém acesso total ao código-fonte do Amazon Lumberyard, o que facilita a personalização da tecnologia para criar uma jogabilidade diferenciada.

VR de alto desempenho

Falando de Realidade Virtual, o Lumberyard simplifica o desenvolvimento de experiências de realidade virtual e tem compatibilidade integrada com o Oculus Rift e o HTC Vive, basta ativar o Modular Gem do dispositivo que você deseja utilizar e começar a criar. Faça iterações rapidamente no seu trabalho usando o modo de visualização de VR e adicione compatibilidade com qualquer capacete de realidade virtual (HMD) ao implementar uma única classe C++.

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Gratuito, com fonte completa

Esta engine pode ser baixada gratuitamente no site da AWS e ela inclui a fonte completa do código, o que permite personalização completa do Lumberyard de acordo com a sua equipe e a sua visão dos projetos atuais e futuros. Não há taxas de assento, taxas de assinatura ou necessidade de compartilhar receita. Você paga apenas pelos serviços da AWS que usar.

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Se você achou interessante, ou ficou curioso para conhecer a Lumberyard, o download oficial gratuito pode ser baixado direto no site da Amazon, acessando aqui!

Um abraço e até a próxima!


Jogos Acessíveis: O Desafio de não olhar para o próprio umbigo


“Eu não conseguia ir adiante sem a ajuda de uma pessoa não deficiente”. A frase anterior foi dita por Josh Straub em uma conversa (em inglês, veja aqui) com Emilia Schatz e Alex Neonakis, game designers da Naughty Dog. Josh (currículo) é um consultor em acessibilidade, já passou pela Ubisoft e atualmente é editor chefe na D.A.G.E.R.

Essas palavras traduzem o que acredito ser a maior frustração de um ser humano, deficiente ou não, dentro do universo dos games. Quando digo não deficientes, lembrem-se que estamos sujeitos a condições inesperadas e um braço quebrado pode atrapalhar toda sua experiência enquanto jogador. Pensando assim, algum de vocês já desenvolveu um game imaginando como jogá-lo caso não pudesse usar a mão direita?

Desenvolver jogos baseando em públicos estereotipados e em perfeitas condições físicas ainda é uma das falhas da maioria dos produtos que estão no mercado. No entanto, para discutir essa questão, primeiro é necessário compreender o que é acessibilidade.

  • O que é acessibilidade (no mundo digital)? cfb2cf56b5aa7d9e1a7b677c4b10244f

Segundo DIAS¹ (2003), a acessibilidade digital é a capacidade de um produto ser flexível o suficiente para atender às necessidades e preferências do maior número possível de pessoas, além de ser compatível com tecnologias assistivas usadas por pessoas com necessidades especiais.

Ser flexível e atender às necessidades/preferências de um maior número de possível pessoas soa como um grande desafio, mas pequenas alterações no início do projeto podem trazer resultados significativos. Um exemplo claro (se não viu a conversa acima, veja) é sobre o uso de cores. Cerca de 5% da população mundial possui daltonismo (Fonte) e a dificuldade em diferenciar as cores, por exemplo: vermelho e verde, afeta toda a jogabilidade durante uma partida. Seria difícil utilizar o azul no lugar do vermelho ou possibilitar a troca de cores para não prejudicar os 365 milhões (Fonte) de possíveis jogadores? Acredito que não.

  • Mas porque os desenvolvedores permanecem utilizando públicos-alvo em perfeitas condições físicas? Seria falta de informação? Tempo extra de trabalho? Má vontade?

Depois de conversas em redes sociais e com colegas de profissão, trago a resposta. O autor não foi identificado por questões óbvias.

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Só digo uma coisa.

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Essa desculpa não pode existir! Concordo que implementar alguns recursos possa dar trabalho e que não conseguiremos criar um jogo acessível a todas as diferenças do mundo. Agora existe uma série de pequenas alterações que se definidas na elaboração do projeto, amenizam problemas para uma parcela de jogadores. Com criatividade e um pouco mais de empatia, criaremos jogos melhores e atrairemos aqueles que são impedidos de ter uma autonomia no mundo dos games por ignorância/preguiça dos desenvolvedores. 

O que pensam sobre jogos acessíveis? Muito trabalho? Preguiça dos desenvolvedores? Vamos discutir.

Nos vemos no próximo post!

Referência:

DIAS, Cláudia. Usabilidade na Web – criando portais mais acessíveis. RJ: Alta Books, 2003.


Valorização do mercado indie brasileiro de Games


aritana-indie-marketing-gamesNo Brasil a realidade vivida é a da valorização de games Internacionais, e isso fica bem claro quando observamos a febre das pessoas aqui, quando  o pré lançamento de alguma franquia internacional, faz o lançamento do seu jogo e em poucos dias consegue recuperar parte do investimento do jogo, com as vendas nos primeiros dias.

Neste caso o que fica visível é a diferença e a desvalorização dos jogos indies brasileiros. Os games independentes são conhecidos por não terem financiamentos milionários por trás da sua produção como são feitos lá fora na gringa, e na maioria das vezes o desenvolvedor independente utiliza o recurso financeiro do seu próprio bolso para produzir o seu game, essa situação ainda acontece aqui no Brasil principalmente por não termos uma cultura de apoio mais forte aos desenvolvedores de jogos independentes no Brasil.

chroma-squad-indie-marketing-gamesA produção de jogos digitais no Brasil vem aumentando gradativamente nos últimos anos, a geração que cresceu jogando assim como eu, agora está produzindo os seus próprios jogos para a geração que está começando, porém existem algumas dificuldades além dos desafios de conseguir financiamento e apoio. Os impostos e cargas tributárias cobradas para aquisição de licenças de software e compra de equipamentos são bem altos além dos encargos sociais referentes a pagamentos de salários, mas não podemos desanimar! Possuímos um enorme potencial para crescer no setor. O que se faz necessário nesse momento é a criação de políticas públicas para incentivar a produção nacional de games, além desse, existem outros meios de apoiar desenvolvedores, que pode ser através de uma plataforma de Crowdfunding, fundos de investimentos, Investidores Anjos, etc.

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Muitos desenvolvedores e estúdios que desenvolvem indie games estão recorrendo a campanhas de Crowdfunding para conseguirem investimento financeiros para os seus projetos de games.


Festivais e Eventos

Essa é uma ótima oportunidade para mostrar ao público o que está sendo desenvolvido sem eles terem conhecimento, já que não existem muitas mídias hoje no Brasil que façam o trabalho voltado 100% a cobertura desses jogos independentes. Os festivais são bons para debater sobre os games e ao mesmo tempo dar visibilidade aos jogos independentes feitos por aqui.  As escolas técnicas e universidades que oferecem cursos de Jogos Digitais também realizam seus mini eventos, game jans e workshops afim de mostrarem o potencial dos seus alunos abrindo se uma porta de visibilidade do mercado para os mesmos.

Espero que este post tenha contribuído com informações importantes sobre o nosso cenário indie brasileiro. Um abraço e até a próxima!

Créditos foto de capa: www.tsubasa.com.br


5 Dicas importantes para montar a sua própria StartUp de Games


Hoje o nosso papo será sobre um assunto que tenho lidado a alguns anos e por ser um tema bastante indicado, resolvi fazer este post com dicas relevantes de como montar uma StartUp de Games no cenário nacional.

O mercado de jogos digitais no Brasil movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano. Dados da consultoria especializada GFK apontam que o país já fatura mais que  países europeus como Alemanha, Espanha, Reino Unido entre outros. O potencial tem feito muitos brasileiros apostarem no setor de desenvolvimento de jogos digitais.

Porém, ressalto que, o mercado de games não é um mercado para aventureiros. O empreendedor que queira ter sucesso neste setor precisa se estruturar muito e ter um time capacitado. Existe uma razão para isso: trata se de o mercado é altamente competitivo; e um jogo, independentemente da complexidade ou beleza gráfica, já nasce com uma pequena chance de ser um sucesso.  Temos países com indústrias consolidadas, como Canadá, Estados Unidos,  e Coréia do Sul. E disputar com esse pessoal é uma tarefa árdua.

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Porém, o empreendedor brasileiro tem chance Sim! Mas para tentar o sucesso, o empreendedor deverá seguir algumas dicas importantes, para obter investimentos e ai desenvolver o seu jogo. Baseado em parte de minhas experiências apresento lhes algumas dicas abaixo:

1. Estude o mercado: Amigo leitor e futuro empreendedor, antes de começar a desenvolver o seu jogo, estude o mercado no qual poderá se encaixar. Às vezes, o tema do game está “fora de moda” ou já há tantos títulos disponíveis que inviabiliza mais um game do mesmo estilo… Faça um estudo antes!

2. Tenha um time multidisciplinar: Os investidores anjo, antes de apostarem dinheiro numa startup de games, analisaram a sua equipe. Se sua equipe tiver apenas um designer e um programador, a chance do investimento dar certo é quase nula! Explico: É essencial que o empreendedor de games, antes de solicitar dinheiro no mercado, monte uma equipe com pessoas que entendam de outras áreas como de marketing, publicidade, roteiro e, principalmente, de negócios. Somente Design e Dev não vai lhe adiantar nada, vai por mim!


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3. Sejam maduros: Para conseguir apoio para abrir a sua startup de games, o empreendedor deverá mostrar toda a experiência que já possui, como exemplo mostre e apresente o projeto daquele jogo anterior, as suas conquistas como empreendedor (ou como funcionário de uma empresa que você tenha trabalhado e participado de algum projeto. Até os fracassos colecionados  de outros projetos contam como experiência. Os investidores e apoiadores analisam isso tudo!

4. Conheça os seus concorrentes: Empreender e montar uma startup de games ou de qualquer outra área de atuação exige o dever de você conhecer o setor e, principalmente, concorrentes. E existem só há uma maneira de fazer isso: participando de eventos. Nestes locais, a concorrência mostra a sua experiência, o que fazem, etc… As informações são úteis para você criar uma estratégia, um plano de negócios e, principalmente, não se desgrudar da realidade do mercado!

5. Procure ajuda e parceria: A Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames) é uma ótima referência em apoio e orientação aos empreendedores. A Game Developers SC também é uma apoiadora de novas Startups com o seu projeto Game Developers Community.
Estamos a disposição para oferecer contatos no exterior e explicar boas práticas para conseguir investimentos e levar o seu jogo ao público.

Boa sorte nos seus projetos e até breve!


Fazer ou não: Uma solução para Graduação em Jogos Digitais


Primeiramente agradeço a todos pelos feedbacks que recebi em meus artigos. Expressar pela primeira vez como vejo os desafios do mercado nacional e perceber que mais pessoas pensam da mesma forma é reconfortante. Hoje responderei tentarei responder a pergunta abordada em meu primeiro post: qual o melhor caminho no cenário atual brasileiro se não acredito que um diploma em jogos digitais seja a melhor opção?

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A resposta que tenho é questionável, mas é mais simples do que parece: faça um curso conhecido, sólido. Curse sistema de informações, cinema de animação, administração. Já ouviu aquela famosa frase: faculdade é você quem faz? É a verdade nua e crua; mesmo possuindo bons professores e uma boa estrutura, sem interesse ninguém chega a lugar nenhum.

Se você tem vontade de fazer animações para jogos, mas na graduação em cinema de animação só anima caixas: crie um novo contexto, explore o diferente. Porque sua caixa não pode ter asas em um cenário apocalíptico? E se eu fizer administração e quiser ser game designer? O que tem haver? Em qualquer projeto lidamos com pessoas, trabalhamos em equipe; e se seu foco fosse recursos humanos aplicados a estúdios de jogos? Conhece alguém que faça isso? Não? Nem eu! Porque não ser o primeiro? Porque não criar/recriar métodos para profissionais que fazem parte de uma nova realidade e são forçados a utilizar metodologias antigas de trabalho?

É fato que a graduação em outra área te exigirá criatividade e se não se considera um, deixo dicas que podem te ajudar. Através da criatividade cabe a você transportar e aplicar o conhecimento aprendido ao mundo dos games, e por mais que pareça, isso não é um bicho de sete cabeças. É uma questão de percepção necessária a qualquer a profissional que deseja sair da mesmice e criar produtos com diferencias significativos a seu público.

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O segundo caminho (e não menos importante) é o famoso networking. Network segundo Marcelo Cuellar é uma rede de contatos que pode lhe proporcionar valor, que pode ir desde a troca de valiosas informações até a ajuda no caso de uma recolocação profissional (fonte). Logo faça contatos, pertença ao meio. E não tem aquela desculpa, não conheço ninguém da área. Não conhece, tem vergonha? Os grupos em redes sociais estão aí para isso! Aproximar pessoas, colocá-las em contato. Já ouviu aquele ditado: quem não é visto não é lembrado? É a realidade! Sem contato com o meio, os projetos passam, as oportunidades também. Não importa se começou ontem ou tem anos de experiência, afastar-se das pessoas, da convivência com elas, não te traz benefícios no mundo corporativo. (é claro que nesse ambiente temos exceções, veja alguns perfis aqui).

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Estamos em uma época em que a tecnologia e seus produtos são capazes de criar novas relações sociais a todo o momento. Quando percebemos, o que não existia há dois anos já é parte do nosso dia a dia e até o meio acadêmico assimilá-lo leva tempo. O problema é que hoje o tempo é cada vez menor, por isso porque não buscamos estar sempre à frente? Ou pelo menos próximo? Seja criativo, trilhe seu próprio caminho, modelos existem, mas nem sempre devemos seguí-los. Descubra o seu!

Ps1: Completando dois meses com esse artigo. Thx again ;]
Ps2: Enquanto escrevia o texto de hoje fiz um post sobre acessibilidade em jogos e me deparei com o famoso lema da maioria dos desenvolvedores: “se dá mais trabalho eu prefiro deixar como está!”
Ps3: Estou muito irritado com pessoas desse tipo que só olham para o próprio umbigo!
Ps4: Não xingarei no twitter, mas esperem um textão no próximo post.
Ps5: Antes que esqueça, deixem comentários, vamos discutir as visões de cada um.


Uns Primeiros Passos… Para quem quer começar a desenvolver o seu próprio jogo!


Esse é um caminho que muitos desenvolvedores percorrem começando o desenvolvimento de um jogo, após um contato inicial com a linguagem de programação escolhida. Após o famigerado ‘hello world’ o developer decide fazer um jogo.

Começando pela programação.

jogo-programing-marketing-gamesPesquisando sobre a linguagem escolhida chega-se a conclusão que pode-se desenhar algo na tela. Após fazer os testes e ‘imprimir’ na tela, o desenvolvedor calcula que pode além de desenhar, mover o desenho pela tela.

Inicialmente o que podia ser desenhado na tela eram caracteres. Letras. Em seguida formas geometricas: quadrados, círculos, linhas… Atualmente imagens.Quase todas as linguagens perimtem que voce ‘imprima’ na tela um arquivo de imagem (png, jpg)

Podemos considerar o primeiro passo quando o programador escreve na linguagem escolhida um comando do tipo: DesenhoNoCentroDaTela(imagem.bmp) A maioria das linguagens permite algo como isso.

O segundo passo é fazer a imagem (ou forma geométrica) se mover na tela de acordo com o teclado.

tetrisE o terceiro passo é fazer o movimento contínuo. Envolve a passagem de tempo. Tipo quando a cobrinha está andando pra direita, ou quando o quadradinho do ‘Tetris‘ está caindo, ou tipo quando a bolinha do jogo pong está pingando ou quando a tartaruguinha do ‘Mario‘ está avançando ou até mesmo quando as navinhas inimigas de ‘Space Invaders‘ estão se movendo.

Eu acredito que muitos jogos surgiram assim seguindo esse passos. É claro que os desenvolvedores não precisam sempre ficar repetindo esse processo. Mas esse processo, esses simples passos ampliam os conhecimentos e as habilidades relativas a essa determinada linguagem de programação.

Por exemplo: Conhecer, em determinada linguagem, o método de fazer o jogo ‘tratar’ ao pressionar determinada tecla.

Isso pode ser bem útil. Qualquer jogo feito nessa mesma linguagem, que vier depois desse, pode utilizar essa mesma técnica de ‘obter’ movimentação pelo teclado (ou telatouch, ou mouse)

Então resumidamente os metodos/passos são:
desenharNaTela()
movimentar de acordo com a ação do player
movimento continuo (game loop)


Aprenda Jogando! Games gratuitos preparam estudantes para o primeiro emprego e tomada de decisões


Como estratégia para preparar estudantes para o mercado de trabalho em TI, a plataforma de ensino a distância Brasil Mais TI está apostando na gamificação. Dois jogos disponíveis na seção Aprenda Jogando acabam de ser incorporados ao portal. No game “Primeiro Emprego“, o aluno vivencia situações cotidianas características dos dias iniciais no trabalho. Ao longo de uma semana de experiência, ele deverá manter a qualidade de suas atividades se quiser garantir a sua vaga na empresa.

BANNER_POSTNo segundo game, o “Tomada de Decisão“, o estudante deve substituir seu chefe que está saindo de licença. No decorrer do jogo, que proporciona uma experiência quase real. Na ausência do chefe, o estudante deverá manter a empresa operando normalmente e tomar uma série de decisões baseadas na realidade do dia a dia da companhia. Um gráfico “burndown” exibido na tela o auxilia a monitorar em tempo real o desempenho dessas atividades.

Ana Beatriz Pires, gestora de projeto na Softex, entidade responsável pela gestão, execução e coordenação do Brasil Mais TI.
“Além de cursos e da divulgação de vagas de trabalho, nós buscamos novas maneiras de tornar o despertar vocacional mais prazeroso. Cerca de 35% dos mais de 518 mil alunos cadastrados na plataforma têm entre 18 e 24 anos e estão entrando agora no mercado de trabalho. A gamificação foi a forma que encontramos para nos conectar com esse público de uma forma lúdica e prepará-los para a experiência da primeira entrevista e da tomada de decisões por meio de simulações reais. Estamos com outros conteúdos gamificados em produção e eles serão incorporados ao portal em breve.”

ViewImageAcessado em mais de 90 países, o Brasil Mais TI é um projeto inovador desenvolvido pelo Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), em parceria com a Softex, que atua em três pontos essenciais da formação profissional: conhecimento, capacitação e oportunidade. A plataforma disponibiliza mais de 30 cursos, inclusive de Inglês, totalizando mais de 1.500 horas de aula. Um certificado é emitido ao final da conclusão de cada um.

Diônes Lima, vice-presidente de operações (COO) da Softex.
“A proposta da plataforma Brasil Mais TI é contribuir para mudar o quadro de falta de mão de obra especializada, despertando a vocação e assim estimulando a entrada de novos profissionais em um setor estratégico para a economia brasileira.”

Segundo levantamento realizado pela área de Inteligência da Softex, o déficit de 408 mil profissionais de TI estimado para 2022 pode significar uma perda de receita de R$ 167 bilhões entre 2010 e 2020 para o setor.

Para conhecer os novos games da na plataforma Brasil Mais TI acesse o site clicando aqui e cadastre-se


Virei Game Designer, e agora? Por onde começo?


Para aqueles que ainda não viram em meu último artigo iniciei uma sequência contando a minha visão sobre a realidade de quem forma-se em Design de Jogos no país e o real valor de um diploma na área. O objetivo é trazer o que acredito serem as melhores escolhas na construção de uma carreia nesse mercado valioso e disputado, e claro, discutirmos o assunto.  A cada quinze dias continuaremos essa discussão e em paralelo uma nova ideia surgiu. Fui selecionado em uma vaga de emprego e NOW I’M A GAME DESIGNER BITC#&$!

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Já pensaram em acompanhar um recém-formado cheio de teorias para testar em um mercado disputado e milionário? Achei a ideia muito interessante e gostaria de compartilhar com vocês meus erros, acertos, dúvidas, e tudo que vier (quase tudo) durante todo o processo de lançamento de um jogo.

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Para os que não conhecem, faço parte da equipe acelerada pela Playbor, uma aceleradora de jogos digitais brasileira, a primeira da América Latina. Nascida pelos amigos Marcelo Rodrigues, Gustavo Horta e João Guilherme Paiva, o objetivo da empresa é fomentar a indústria de jogos local. A equipe participou do programa Lemonade, o maior programa de pré-aceleração de startups do Brasil. Com uma proposta certeira e a uma equipe sagaz, garantiram uma vaga entre as sete startups premiadas no Demoday. Atualmente a Playbor está trabalhando em sua aceleração piloto, que conta com os seguintes jogos: Kiatto – The Legendary Hero, jogo para a plataforma PC em desenvolvimento por ex-alunos do curso de Jogos Digitais da Universidade FUMEC; e The Last War, jogo para a plataforma PC em desenvolvimento pelo estúdio WolfB.

E onde eu entro nessa? Se os projetos estão em desenvolvimento porque precisam de um Game Designer? O que você desenvolve em um projeto já pré-definido? Faz diferença na equipe?

game-designer-marketing-games-Shigeru-Miyamoto-e-MarioAntes de mais nada, vamos por partes: o que é um Game Designer? É o cara que programa o jogo? É o artista do jogo? Não, o GD em linhas gerais é o projetista do game, ele é quem pensa nos desafios, na história, é a mente por trás de tudo que o jogador vive enquanto joga. Exemplo clássico, Shigeru Miyamoto!

 

Shigeru Miyamoto é um designer e produtor de jogos eletrônicos japonês. Ele é mais conhecido pela criação de algumas das mais bem-sucedidas franquias de jogos eletrônicos, como Mario, Donkey Kong, The Legend of Zelda, entre outros. (Wikipedia, 2016)

Qual a sua função em um projeto já existente?

Para responder essa pergunta vamos a uma história bem curta: uma mãe tem um filho, ela faz seu café, leva-o para escola, alimenta, dá amor, xinga, incentiva a fazer novas atividades e mostra novos caminhos; quando criamos um jogo ocorre o mesmo. Um jogo é um organismo vivo, ele existe para as pessoas ali vivenciam as mais diversas experiências. Como projetistas de jogos, independente de ser uma ideia vinda de você ou não, assumimos o papel dos pais. Buscamos manter nossos “filhos” sempre atualizados, queremos que eles sejam divertidos, que todos busquem por ele e sempre se divirtam ao máximo.

Eu sou um Game Designer? Como sei? Existe perfil?

NÃO, antes de tudo vamos desmistificar alguns pontos. Game Designer não é o cara que joga uma infinidade de jogos, não é o cara que joga toda a Steam ou todos os consoles. Ser GD é uma fusão de várias áreas, é ter uma percepção diferenciada enquanto vive uma experiência, é tentar descobrir o que motiva uma pessoa gastar seu tempo game-designer-marketing-gamesvivendo uma aventura “sem pé e sem cabeça”. Sem dúvidas, quanto mais referências e mais experiências melhor, porém a todo o momento somos expostos a uma infinidade delas (jogos ou não) e você ser capaz de percebê-las e transportá-las para outro universo, é muito mais valioso do que jogar 5000 horas em jogos. No entanto, destaco alguns pontos como necessários para atuar na função: ser metódico e organizado, possuir boa comunicação verbal e escrita, gostar de aprender e aceitar a opinião dos outros.

Ter um Game Designer na equipe faz diferença?

Sim, faz toda a diferença. Quando estamos na graduação, por falta de experiência e hábito tendemos a partir para o desenvolvimento sem organizar as ideias. Na hora de programar e criar personagens não temos uma base sólida, existem “buracos” que geram dúvidas até mesmo para a própria equipe. E isso tudo no fim reflete durante todo o processo. Sem delimitar o escopo, sem alguém para dizer até onde o trabalho foi proposto, temos um grupo perdido trabalhando em pontos desnecessários que posteriormente serão descartados gerando retrabalho. Por isso a importância em alguém que centralize, organize e distribua as informações. E não esqueçam que: organizar dá muito trabalho!!

Ficamos por aqui. Espero opiniões sobre essa ideia, gostariam de acompanhar minha jornada? Sugestões, críticas? Vamos juntos?!


Com qual “Game Engine” eu devo começar a criar os meus jogos?


Seja como jogadores ou como estudantes e entusiastas de jogos, acredito que muitos de vocês já pensaram em fazerem os seus próprios jogos. Então amigo leitor, no post de hoje trago a discussão sobre qual a melhor game engine que você poderá utilizar para fazer os seus games.

Se você quer criar e lançar o seu próprio jogo para o mundo, existem algumas situações muito importantes que você deve saber antes de iniciar o seu projeto. No mercado existem várias game engines gratuitas, que têm as características que você precisará para criar o seu game, mas a questão é: qual você deve usar? Para te dar uma força, apresento abaixo os motores (engines) mais potentes onde você poderá comparar e fazer a sua escolha!

game-engine-marketing-games-01Nos últimos anos tem surgido várias game engines poderosas para o público, dando a oportunidade para os studios e desenvolvedores independentes de criaremo jogos que sempre tiveram em suas mentes. As engines mais populares do mercado  são: Unreal Engine 4, Unity, CryENGINE e Lumberyard da Amazon . Todos as quatro são game engines altamente poderosas e cada uma tem suas áreas fortes. A fim de ajudar a determinar qual delas funciona melhor para o seu projeto, você precisa perguntar-se que tipo de jogo que você planeja executar.  Um jogo mobile para celular? É um jogo de tiro em primeira pessoa (FPS)?  Será um game que vai ser 2D ou 3D?

Caso você planeja lançar seu  jogo e comerciá-lo para qualquer quantidade de dinheiro, você irá precisar pesar antes sobre as diferentes taxas de licenciamento para cada motor (engine) para determinar qual o melhor se encaixa no seu orçamento do seu projeto. Embora os quatro game engine citados sejam relativamente baratos, assim que você está pronto para vender seu jogo há taxas de licenciamento, royalties, ou ambos que você deverá pagar. O valor não é nada abusivo, mas é importante sim pagar para não ocorrer nada com o seu projeto.


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A Unreal 4 Engine (UE4) é o motor liberado da Epic Games para o público o sucessor antes era a UDK que então foi substituída pela UE4 que  tem algumas capacidades gráficas incríveis, incluindo coisas como capacidades avançadas de iluminação dinâmica e um novo sistema de partículas que pode suportar até um milhão de partículas em uma cena de uma vez.  Enquanto Unreal Engine 4 é o sucessor do UDK é importante ter em mente que houve algumas mudanças muito drásticas no motor. Se você tem alguma experiência em UDK, não vai ser muito simples se adaptar. Essas mudanças não são ruins, porém, e facilidade de uso do UE4 que o torna muito mais atraente para novos desenvolvedores de jogos. Ele também tem a capacidade de desenvolvimento para Playstation 3, Xbox 360, Wii U, dispositivos monbille, smarts tvs e navegadores web.

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A Unreal Engine 4 trocou sua forma de pagamento para completamente gratuito e sem taxa de inscrição. Isto, obviamente, torna extremamente acessível para quem quer começar a fazer jogos. É claro que o royalty de 5% ainda se aplica, mas com uma estrutura de preços que realmente abre muitas portas para aspirantes a desenvolvedores de jogos indies. Saiba mais sobre a Unreal clicando aqui.


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A engine Unity oferece uma enorme gama de características e uma interface fácil de entender. Os  jogos que podem ser rapidamente e facilmente exportados para Android, iOS, Windows Phone 8 e BlackBerry, tornando-se um grande motor de jogo para o desenvolvimento de jogos para celular. Ele também tem a capacidade de desenvolvimento para Playstation 3, Xbox 360, Wii U e navegadores web.

game-engine-marketing-games-unityEnquanto a engine suporta a integração de praticamente qualquer aplicativo 3D , ele, no entanto, sofre no montante de recursos de edição dentro do editor do motor. Unity não tem modelagem real ou de construção fora algumas formas primitivas, onde tudo tem de ser criado em um aplicativo 3D terceiros, ou seja a parte. No entanto, possuem uma grande biblioteca de modelos e assets , onde uma grande variedade deles podem ser baixados ou comprados pela web. Também existem algumas taxas de licenciamento diferentes para Unity.  Para se ter uma visão mais detalhada sobre seus planos, visite o site oficial da Unity.


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A CryENGINE é um motor extremamente poderoso projetado pela empresa de desenvolvimento Crytek , que foi introduzido no primeiro Far Cry. Esta game engine foi projetada para ser usada em plataformas e consoles de PC, incluindo PlayStation 4 e Xbox One. As capacidades gráficas do CryENGINE superam as de Unity e GE7Lumberyard, mas estão a par com Unreal Engine 4, com iluminação absurda, física realista, sistemas de animação avançados e muito mais.

Com o recente anúncio da Unreal Engine 4 e seu modelo de preço muito atraente, CryENGINE também saiu com armas em punho com um modelo de preços ainda mais barato de apenas US $ 15 / mês.


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O Amazon Lumberyard é um mecanismo de jogos 3D gratuito de plataforma cruzada que permite criar jogos da mais alta qualidade, conectá-los a amplos recursos computacionais ge8e ao armazenamento da Nuvem AWS, além de engajar os fãs no Twitch. Inicie projetos de jogos com o Lumberyard e invista o seu tempo criando uma ótima jogabilidade e promovendo comunidades de fãs, em vez de executando tarefas pesadas e genéricas, como a criação de um mecanismo de jogos e o gerenciamento da infraestrutura de servidores.


Twitch ChatPlay

ge9O recurso Twitch ChatPlay no Amazon Lumberyard ajuda você a criar uma jogabilidade que interage em tempo real com jogadores do Twitch. Por exemplo, você pode criar um jogo em que os espectadores possam votar nos resultados do jogo, dar de presente power-ups para seus jogadores favoritos, ou alterar o nível baseando-se no número de espectadores assistindo ao transmissor. Ao usar a ferramenta de script visual Flow Graph, do Lumberyard, mesmo os designers de jogo que não são técnicos podem facilmente criar comandos de canal de bate-papo para o seu jogo. Por exemplo, você pode criar um jogo multijogador em que os espectadores possam votar para lançar granadas ao transmissor digitando #boom no canal de bate-papo do Twitch.


Todos estes games engines que apresentei acima  serão uma ótima escolha para o seu processo de desenvolvimento de jogos. Afirmo que Unity é ótimo para celular, jogos 2D e 3D. Unreal Engine 4 dá-lhe a capacidade de criar jogos com gráficos fotorrealistas ou simples scrollers 2D side com um modelo de preços razoáveis, e CryENGINE tem capacidades gráficas surpreendentes, bem como, em uma plataforma de próxima geração e a Lumberyard te dar todo o poder computacional da Amazon, é instalar, testar e decidir! Até a próxima! 😉